Terça, 29 Maio 2018 19:54

Petroleiros iniciam greve de advertência à zero hora desta quarta-feira (30)

Movimento protesta contra o modelo de preços nos combustíveis adotado pela Petrobrás e contra as privatizações na empresa.

 

 

O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC) comunica que a categoria petroleira iniciará uma greve nacional de advertência por 72 horas, a partir do primeiro minuto do dia 30 de maio (quarta-feira).  Com possibilidade de se transformar em por tempo indeterminado após avaliação na sexta feira.

 

A greve, convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), é contra o aumento abusivo dos preços dos combustíveis e gás de cozinha; contra a privatização da empresa; pela retomada da produção interna de combustíveis; pelo fim das importações da gasolina e outros derivados de petróleo, pela garantia dos empregos e pela saída imediata do presidente da Petrobrás, Pedro Parente. 

 

As unidades mobilizadas nesta greve no Paraná são a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária; Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul; e Terminal Aquaviário de Paranaguá (Tepar). Já em Santa Catarina, o movimento acontece nos Terminais de São Francisco do Sul, Biguaçu, Guaramirim e Itajaí, bem como no Edifício Adminstrativo da Transpetro de Joinville (Ediville).

 

O Sindicato ainda comunica que, durante este período inicial de greve, não há risco de desabastecimento de combustíveis essenciais à sociedade, como gasolina, diesel e gás de cozinha. Isso, inclusive, já foi comunicado pelo Sindipetro ao Ministério Público.

 

Política de preços da Petrobrás

A atual política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Desde julho de 2017, os reajustes passaram a ser diários. A Petrobrás já alterou 230 vezes os preços nas refinarias, com aumentos de mais de 50% na gasolina e diesel, enquanto os preços do GLP tiveram 60% de reajuste.

 

Esta situação deverá ser agravada se o refino for entregue para a iniciativa privada. Em 2013, a Petrobrás tinha capacidade de atender 90% da demanda interna de combustíveis. Em 2017, esse percentual foi diminuído intencionalmente para 76% e hoje, de forma deliberada e intencional, o próprio governo reduziu a produção das refinarias. A Repar, por exemplo, está sendo subutilizada e opera com apenas 65% de sua capacidade de produção. 

 

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Edição Nº 1418

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