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Terça, 05 Junho 2018 16:40

Em pronunciamento na Alep, presidente do Sindipetro denunciou o modelo abusivo de preços dos combustíveis

Mário também falou aos deputados sobre os prejuízos das privatizações à sociedade. Assista aos vídeos!

 

 

O presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catariana, Mário Dal Zot, ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) durante a sessão do grande expediente desta segunda-feira (04).  

 

Ele relatou aos deputados sobre o modelo abusivo dos preços dos combustíveis e gás de cozinha implantado pela Petrobrás. “A política adotada pela Petrobrás prioriza as importações e atrela os valores cobrados na refinaria aos preços do dólar e do mercado internacional dos combustíveis. A partir do momento em que ela (Petrobrás) deliberadamente abre a importação, reduzindo cargas de todas suas refinarias em cerca de 30%, o reflexo é sentido imediatamente nas bombas de combustível”.

 

As ações de governo na área do petróleo também foram alvos de críticas. “A primeira medida do novo governo, em 2016, foi retirar o regime de partilha e abrir o regime de concessão, no qual no último leilão foram entregues reservas do Pré-Sal ao preço de uma lata de refrigerante o barril. Já tem outro leilão marcado para agora, quinta-feira, dia 07. Isso atrela todo o mercado, porque abriram para as concorrentes da Petrobrás”, argumentou.

 

Mário explicou aos parlamentares que o regime de partilha significa muito mais do que os royalties, pois “previa um fundo soberano, tal qual as grandes nações soberanas e produtoras de petróleo têm, que se destina em prol de toda a população e um dos destinos, além da saúde e educação, seria para financiar a previdência pública, por exemplo”.

 

O presidente do Sindicato ainda desmistificou o suposto monopólio da Petrobrás. “Percebi alguns deputados comentando que tem que acabar com o monopólio da Petrobrás. Ele já está quebrado há 21 anos, desde 1997. Desde então, nenhuma outra empresa investiu no Brasil para refinar petróleo”, rebateu.

 

Petróleo para o povo!

Mário foi enfático ao dizer que o país tem a capacidade para refinar todo o petróleo brasileiro e atender ao mercado interno. “O custo da nossa produção é em Real, por que tem que ser vendido em dólar, para nós pagarmos mais caro? A população tem que ser beneficiada pelo petróleo que a natureza nos concedeu. A riqueza do petróleo tem que ser revertida para a população brasileira. Isso tem que ser revertido nos postos”, cravou.

 

Para ele, a política de preços dos combustíveis massacra o povo. “Não pode o Brasil produzir o barril de petróleo a US$ 7 e vender o diesel, a gasolina e o gás de cozinha no preço internacional, cerca de US$ 70, com projeções de chegar a US$ 100 até o final do ano. Basta apenas o Trump soltar uma bomba no Irã ou na Síria e isso vai se refletir diretamente nas bombas de combustíveis. Não podemos estar atrelados a esse mercado internacional”, defendeu.

 

Importações e sucateamento da indústria nacional

Ainda de acordo com o presidente do Sindicato, o aumento das importações de derivados de petróleo se deu porque a Petrobrás reduziu a capacidade de produção das refinarias e abriu o mercado para as importações. “Só para se ter uma ideia do que isso significa, os EUA, a partir da metade do ano passado, se transformou no maior exportador de diesel para o Brasil. E na gasolina também está entre os maiores. Isso aconteceu de uma hora para outra, por causa de uma ação deliberada da atual gestão, que não mudou nada com a queda de Pedro Parente. Já ocorreram dois aumentos de gasolina pós-greve de caminhoneiros e continua essa política atrelada, inclusive com previsão de novo aumento do gás de cozinha já para a próxima sexta-feira, dia 08, em mais de 8%”, protestou.

 

Privatização

Mário também chamou a atenção dos deputados para as privatizações da Petrobrás na área de refino, o que ele categoricamente chamou de “entrega do patrimônio nacional aos estrangeiros”. “É importante salientar que a venda dessas quatro refinarias representa cerca de 25% da produção de combustíveis no Brasil. Todas essas quatro unidades estão colocadas à venda por cerca de US$ 10 bilhões, aproximadamente US$ 2,5 bilhões cada uma delas. Só a ampliação da Repar custou US$ 5,5 bilhões. Junto com a refinaria, serão entregues os terminais marítimos, terrestres e oleodutos. Um grande absurdo”, finalizou.

 

Acesse aqui outras fotos do pronunciamento na Alep.

Última modificação em Terça, 05 Junho 2018 17:09

Jornal Revista

Edição Nº 1418