Quinta, 24 Dezembro 2020 18:47

União do campo e da cidade doa mil cestas e mais de 3 mil marmitas em Curitiba e região

Ação “Nosso Natal é pela Vida”, organizada pelo Sindipetro PR e SC, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e ação Marmitas da Terra, entregou 7 toneladas de alimentos in natura vindos dos acampamentos e assentamentos da agricultura familiar

 

Durante 21, 22 e 23 de dezembro um coletivo humanitário saiu pelas ruas de Curitiba e região para entregar cestas de alimentos e marmitas. A iniciativa distribuiu 3.400 marmitas, 7 toneladas de alimentos frescos doados por comunidades do MST e 1000 “Cestas Esperanças”, organizadas pela Rede de Produtos da Terra e compradas a preço de custo por pessoas apoiadoras da ação, sindicatos e entidades parceiras.

 

 

A ação se encerrou na noite de quarta (23) com a distribuição de 700 quentinhas com cardápio especial de Natal: peru, farofa, arroz à grega, vinagrete, batata e tomate. A ceia ocorreu em frente à Catedral de Curitiba Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, na Praça Tiradentes. Cada marmita também foi acompanhada de uma embalagem de mel com açafrão, remédio natural produzido e doado pelo Setor de Saúde Chica Pelega do assentamento Contestado, da Lapa.

 

Antes da entrega das refeições, Dom Naudal Alves Gomes, bispo da diocese paranaense da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, fez a benção dos alimentos e comentou sobre a campanha realizada pelas organizações. “Vocês trazem uma expressão concreta de solidariedade, de fraternidade e de respeito como ser humano. É também uma questão de justiça, porque alimentar-se não é só parte da justiça social, mas é parte também, na compreensão cristã, da justiça do reino”.

 

Para o presidente do Sindipetro, é muito importante a participação dos trabalhadores petroleiros doando as cestas. “É um momento dos trabalhadores olharem pelos trabalhadores. O desemprego e a crise econômica estão em alta e a nossa ação aqui é em solidariedade e para resistir a esse período difícil. Nosso desejo é que 2021 seja um ano muito melhor para todos nós”, disse Alexandro Guilherme Jorge durante entrega na comunidade Portelinha.

 

Ao longo do ano, a categoria petroleira promoveu outras ações de solidariedade com entregas de cargas de gás de cozinha, cestas básicas, roupas e brinquedos em Curitiba, Araucária e São Mateus do Sul; além trabalhos voluntários na preparação e distribuição das cestas e das marmitas.  

 

Cesta de alimentos

 

Famílias carentes receberam cesta de alimentos da Reforma Agrária e da Economia Solidária como arroz, feijão, farinha de mandioca, panetone, doce de frutas e leite longa vida. Os alimentos in natura (melancia, legumes, verduras e tubérculos) foram doados pelo assentamento Contestado e pelos acampamentos Maria Rosa do Contestado, de Castro; Reduto do Caraguatá, de Paula Freitas; Emiliano Zapata, de Ponta Grossa; José Lutzenberger, de Antonina; e Maila Sabrina, de Ortigueira.

 

As entregas aconteceram em Curitiba, no Jardim Santos Andrade (Campo Comprido); na Portelinha (Santa Quitéria); no bairro Umbará e ligados ao Centro Comunitário de Proteção Alimentar Padre Miguel (Cecopam), no Xaxim; e também na comunidade Vila Santa Cruz, em Araucária.

 

“Como produtor, eu me sinto realizado de fazer esse processo de juntar o campo e a cidade para mostrar o que há no campo, para que a gente possa, por longos anos, continuar nessa jornada na terra, mantendo a saúde e a diversidade e que isso fique para as futuras gerações”, relatou Ademir Fernandes, integrante do MST e coordenador da Rede Produtos da Terra.

 

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Por Comunicação MST (com edição: Sindipetro PR e SC) - Foto: Lizely Borges. 

Última modificação em Sábado, 26 Dezembro 2020 00:09

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