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Segunda, 23 Maio 2022 13:44

“Pai do Pré-Sal” dá aula de soberania nacional na audiência pública sobre a Petrobrás

“Pai do Pré-Sal” dá aula de soberania nacional na audiência pública sobre a Petrobrás Gibran Mendes

 Geólogo Guilherme Estrella esteve na Alep e impressionou os participantes com sua palestra.

 

 

Uma aula sobre geopolítica, história do petróleo no Brasil e soberania nacional. Foi o que aconteceu na audiência pública “Pré-Sal, Petrobrás e o Paraná”, realizada na terça-feira (17), na Assembleia Legislativa (Alep).

 

O evento contou com a participação do geólogo aposentado e ex-diretor de exploração e produção da Petrobrás, Guilherme Estrella, e do ex-governador Roberto Requião, além de vários deputados estaduais, sobretudo da bancada de oposição na Alep, e de lideranças sindicais.

 

Um dos primeiros a falar, o presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Alexandro Guilherme Jorge, disse que o país poderia estar em condições melhores, mas a sociedade sofre com os altos preços. “Nos sentimos assaltados a cada vez que vamos ao supermercado ou abastecemos o carro. Somos atacados por essa inflação de dois dígitos. A mudança desse cenário só depende de decisão política. No caso dos combustíveis, por exemplo, os preços estão assim por causa do PPI (Preço de Paridade de Importação), que representa um crime à nossa nação. O povo brasileiro é penalizado todos os dias por causa de uma ação tomada pelo governo Temer, um dos propositores do golpe de 2016, mas que é mantida pelo atual governo federal”, disse Alexandro.

 

O sindicalista ainda denunciou o desmonte da Petrobrás e interesses conflituosos na venda da SIX. “Os trabalhadores da companhia estão doentes porque nunca sabem o que vai ser do dia de amanhã. Nossas unidades estão à venda. A Usina do Xisto, de São Mateus do Sul, está em um processo avançado de privatização, mas muita coisa ainda deve vir à tona. Esse fundo de investimento canadense Fobes e Manhattan busca levar a tecnologia da SIX há mais de 10 anos e isso a gente tem comprovação. O TCU já investigou e infelizmente colegas da Petrobrás prevaricaram quando tiveram mais informações e não fizeram o que tinha que ser feito. Talvez se lá atrás fosse tirado esse fundo de investimento da jogada a situação hoje fosse diferente”, revelou.

 

Em sua exposição, Roberto Requião, como de costume, foi ácido e não poupou críticas a Bolsonaro e seu governo voltado aos interesses neoliberais. “O petróleo precisa estar na mão do estado. Mas hoje a Petrobrás está privatizada porque 60% das ações estão nas mãos do mercado. Eu defendo um referendo revogatório, defendo que o petróleo é nosso. Lula vai vencer porque Bolsonaro será derrotado pela inflação. Esse governo está ligado ao liberalismo e os preços vão continuar subindo”, disse o ex-governador, que defendeu o geólogo Guilherme Estrella como futuro presidente da Petrobras. 

 

A Aula – Parte 1: história do petróleo no Brasil

A fala mais aguardada na audiência pública foi a de Guilherme Estrella, considerado o “Pai do Pré-Sal” por ter sido diretor de exploração e produção da Petrobrás e chefiado a equipe que fez a descoberta da mega reserva de petróleo brasileiro em águas profundas. O geólogo aposentado falou por cerca de duas horas e impressionou o público com seu vasto conhecimento sobre geopolítica e história do petróleo no Brasil.  

 

Partindo de Getúlio Vargas e o movimento “O Petróleo é Nosso” até o atual contexto de desmonte da Petrobrás e altos preços dos combustíveis, Estrella deu uma verdadeira aula aos que acompanharam a audiência. “Foi Getúlio quem introduziu o fator energético como base de soberania nacional e do desenvolvimento industrial brasileiro. Enfrentando dificuldades internas, deu o golpe e impôs a Constituição de 1937, a qual trouxe para o poder do Estado as riquezas do subsolo e também da água em superfície. Com a criação do Conselho Nacional do Petróleo, em 1937, começamos efetivamente a explorar e produzir petróleo, inicialmente com o campo de candeias, em 1941, que é um monumento nacional e está sendo vendido como se fosse uma caixa de banana. É o primeiro produto da capacidade brasileira em descobrir e produzir petróleo”, disse o geólogo.

 

No cenário internacional do passado, Estrella destacou que a Alemanha assinou a rendição incondicional em maio de 1945 e o Japão, por sua vez, sem setembro. “Quando o mundo e o grande capital internacional resolvem a primeira e da segunda guerra mundial, dois conflitos ligados ao mesmo problema, o Getúlio cai aqui em novembro. A Constituição de 1937 é simplesmente desconsiderada e passamos a discutir e aprovar a Constituição de 1946 que reabriu o território brasileiro a interesses privados”.

 

O ex-diretor da Petrobrás contou que a partir daquele momento surgiu a expressão “o homem da mala”. “A capital federal era no Rio de Janeiro e estava sendo votada a Constituição Brasileira. Existia um sujeito com uma mala que visitava os congressistas para que o Brasil tivesse uma Constituição absolutamente liberal. Esse homem da mala carregava o dinheiro, pelo que se falava, da Esso e da Shell. O resultado foi que a Constituição de 46 abriu o território brasileiro aos interesses das empresas internacionais”.

 

Um pouco à frente na história, surge o movimento “O Petróleo é Nosso”, que toma as ruas e força a criação da Petrobrás com o monopólio estatal do petróleo, em 1953. “Um fato interessante é que não foi uma medida do Getúlio Vargas, mas sim uma emenda de um deputado de São Paulo. Por 'coincidência', Getúlio se suicida em 1954”, ironizou.

 

O geólogo contou que logo que Café Filho assumiu a Presidência da República, os interesses internacionais voltam a interferir na política brasileira. O muro de Berlim é derrubado em setembro de 1989 e em dezembro surge o Consenso de Washington. “Os EUA assumem a hegemonia completa na cena geopolítica mundial e decreta os dez mandamentos do capital, que traz as privatizações das estatais, destruição da legislação trabalhista, abertura total dos mercados, entre outros, para os países subordinados”.

  

A Aula – Parte 2: quebra do monopólio estatal e as privatizações

Estrella relembrou que naquela época, com a chegada de Collor ao poder, começava a era das privatizações no Brasil. O ápice fora atingido no governo Fernando Henrique Cardoso, que privatizou mais de cem empresas estatais, inclusive a Telebrás. “O Centro de Pesquisa da Telebrás de São José dos Campos era um dos principais do mundo. Estávamos na fronteira do conhecimento científico e tecnológico das comunicações. Em apenas uma semana esse Centro foi fechado”.

 

Foi FHC também que quebrou o monopólio estatal do petróleo, em 1999, e a Petrobrás entrava em um processo de diminuição das suas atividades. O então presidente determinou que as áreas de exploração fossem divididas em blocos e orientou a Petrobrás a restringir sua atuação na Bacia de Campos. “FHC tomou essa decisão já imbuído de um espírito puramente financista, pois já havia sido descoberto petróleo por lá e em geologia se aplica perfeitamente aquela expressão do ‘caminho das pedras’. Quando a área de exploração descobre um modelo de acumulação, aí descobre outros em sequência. Eram campos em águas até profundas, mas não no pós-sal. Na geologia nós estudamos de baixo para cima, do mais antigo para o mais novo. Então o pré-sal é mais antigo do que o pós-sal”, explicou.

 

Na visão de FHC, as companhias estrangeiras investiriam na exploração das demais áreas e resolveriam um problema brasileiro, mas não foi bem isso que aconteceu. “Pelo contrário, a Shell era detentora, em parceria com a Petrobrás, de um bloco exploratório em cima da acumulação de Libra. A petrolífera anglo-holandesa parou a perfuração do poço no meio do sal por duas razões. Primeiro, por desconhecimento geológico; segundo, porque não tinha tecnologia para perfurar dois mil metros de sal. Além disso, a Shell já era um fundo de investimentos e não tinha nenhuma responsabilidade com o Brasil, só visava lucro”, pontuou.

 

A Shell, então, percebeu que não iria conseguir perfurar a espessa camada de sal e também não sabia o que encontraria por lá. “Então resolveu devolver o bloco de Libra, no qual depois descobrimos a existência de 10 bilhões de barris. Naquele tempo ainda não detínhamos a tecnologia de exploração em águas profundas, mas sabíamos que a área era muito prospectiva”, contou Estrella.

  

A Aula – Parte 3: A era Lula e a descoberta do Pré-Sal

A direita foi derrotada nas eleições de 2002 e o governo Lula assume o poder a partir de 2003. “Fui honrado em ser chamado para ser diretor de exploração e produção da Petrobrás. No mesmo ano, o governo determina que a estatal reassumisse a sua posição de protagonista no setor de petróleo e gás no Brasil. Uma decisão puramente política. Porém, existiam cinquenta anos de desenvolvimento de ciência e tecnologia, além de treinamento de pessoal de toda a escala profissional. A Petrobrás era uma companhia forte. Foi uma decisão política, mas baseada em uma história que já tínhamos enquanto empresa e havia a comprovação da competência da empresa com a descoberta dos campos de águas profundas na Bacia de Campos. Ainda não havia tecnologia para exploração, mas nós a desenvolvemos em um ano”, disse o geólogo.

 

Estrella lembrou com orgulho de quando a Petrobrás ganhou pela primeira vez o prêmio OTC Distinguised Achievement Award, em Houston-EUA, considerado o Oscar da indústria petrolífera offshore mundial. Posteriormente, a estatal brasileira recebeu a premiação por três outras vezes. “Ganhamos esse reconhecimento como uma empresa monopolista, sem esse negócio de competição e quebramos o estigma de que é a competição que promove o desenvolvimento científico e tecnológico”.  

 

O geólogo contou que uma de suas primeiras ações frente à diretoria de exploração e produção da Petrobrás foi tirar as sondas da Bacia de Campos e coloca-las nos blocos do Espírito Santo, onde logo foi descoberto o campo de Golfinho. “Em seguida fomos para Sergipe e Alagoas e descobrimos grandes reservas de óleo leve e muito gás. Também viemos para a Bacia de Santos, que estava abandonada e é a maior bacia sedimentar brasileira. Foi onde descobrimos o maior campo de gás do Brasil, que é Mexilhão”.

 

A diretoria de Exploração e Produção da Petrobrás seguiu com as explorações em alto mar e encontrou grandes oportunidades na Bacia de Santos. “Foi aí que se manifesta uma decisão política ligada à soberania nacional. O governo, acionista controlador da Petrobrás, em nenhum momento chegou para mim e disse ‘você está gastando demais’. Nós gastamos mais de US$ 200 milhões no primeiro poço. Foi uma decisão política que tinha na sua base conhecimento geológico e de engenharia. Nós constituímos um grupo com os melhores engenheiros da companhia juntamente com a universidade brasileira. Furávamos mais um pouco, parávamos e em nenhum momento o acionista controlador deu uma de Shell. Foi assim que descobrimos o Pré-Sal”, comemorou Estrella.

 

No entanto, o ex-diretor da Petrobrás ressaltou que não foi tarefa fácil. “Quando investigamos o Pré-Sal, o primeiro poço inclusive não tinha óleo, mas sim um gás natural com grande quantidade de gás carbônico, mas aí nós fomos para a área de Tupi e descobrimos aquele campo. Foi quando se confirmou a grande expectativa do Pré-Sal. Quando isso acontece, em 2006, três meses depois os EUA reativam a 4ª Frota Naval do Atlântico Sul. Antes disso, houve espionagem na Petrobrás e na Presidência da República. O computador do poço descobridor foi roubado no Porto do Rio de Janeiro. Viemos a Brasília falar com o chefe da Abin. Tinha a CIA envolvido nisso, com certeza. Quando a gente descobre o Pré-Sal, o Brasilzão teve finalmente, em toda a nossa história, as condições de construir um projeto de país soberano, com ciência, tecnologia e indústria brasileiras”, analisou Estrella.

 

A descoberta do Pré-Sal representou a oportunidade de construção de um projeto de soberania nacional e desenvolvimento autônomo brasileiro. Isso aconteceu concomitantemente com o surgimento dos BRICS, a aliança Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “Como é que o pessoal do outro lado da mesa, que estava nos acompanhando, percebeu tudo isso. Não bastava termos descoberto muito petróleo, ainda estávamos nos aliando a países fora do eixo dominante. Para o poder do capital mundial isso era inaceitável”, afirmou Estrella.

 

Em 2006 a China ainda não tinha toda essa expressão que tem hoje. Ela estava dando seus primeiros passos de confronto com os EUA na cena geopolítica. “Aí entra um ponto importantíssimo. Nós, a partir de 2003, conquistamos o governo brasileiro, mas não conquistamos o poder no Brasil. Essa foi a grande equação que se montou para os nossos governos irem paulatinamente conquistando o poder, mas isso certamente mapeado por quem está do outro lado da mesa”, refletiu o geólogo.

  

A Aula – Parte 4: O golpe e o desmonte da Petrobrás

Com o golpe de 2016, o país sofreu uma reviravolta política. De um projeto de país soberano para a total subserviência ao capital internacional. “O poder efetivo no Brasil conquistou o governo somente através desse governo, fruto do golpe de 2016. A partir de então, poderiam fazer o que quisessem e fizeram. Abriram totalmente a economia brasileira e jogaram o Brasil dentro de um projeto neoliberal. Esse pessoal tem um projeto que transforma o Brasil em uma colônia. É um projeto de país não soberano, subordinado ao grande interesse internacional e antibrasileiro”, apontou Estrella.

 

O ex-diretor da Petrobrás lembrou que em 2003, quando iniciou o governo Lula, a estatal estava transformada em unidades de negócio, próximo do que aparenta estar atualmente. “Cada refinaria era um negócio diferente, tudo desarticulado. O que fizemos foi reconstruir a integração da companhia, transformando-a em uma empresa integrada de energia, do poço ao posto, incluindo as petroquímicas, as fábricas de fertilizantes, as termoelétricas e fomos para o biocombustível”.

 

Bolsonaro, como marionete do neoliberalismo, a Petrobrás integrada está sendo esquartejada, dentro de um projeto de país voltado ao mercado, quer exerce força e poder absolutos. “A dolarização dos preços e essa coisa toda que o país atravessa é reflexo disso”, afirmou o geólogo. 

  

A Aula – Parte 5: O Brasil e a energia

Estrella mostrou que o Brasil atualmente é a 13ª economia no mundo, mas que já foi a sexta. “Porém, em termos de consumo de energia por habitante estamos além do 50º lugar. Um país que tem uma riqueza econômica gigantesca, mas que está longe no consumo de energia per capita, o que é uma medição importante de qualidade de vida. Somos um país rico, mas com uma distribuição de renda gigantescamente injusta. A concentração de renda do Brasil é uma das maiores do mundo. O nosso atendimento ao consenso de Washington chegou ao máximo”.

 

O geólogo apontou que a matriz energética do Brasil é uma das mais equilibradas do mundo, sendo 55% de combustíveis fósseis e 45% de energias renováveis. “Quem poluiu a atmosfera do mundo não fomos nós. A matriz energética no mundo hoje é de 80% fósseis e 20% renováveis. Quem tem que pagar essa conta do aquecimento global são os países desenvolvidos, que têm 80% da sua energia em combustíveis fósseis, não o Brasil. Quando chegamos na descoberta do Pré-Sal, disseram que não deveríamos explorar por causa da transição do modelo energético. Isso é uma falácia, uma mentira”, protestou.

 

Estrella apresentou dados do consumo dos EUA, que gira em torno dos 20 milhões de barris de petróleo por dia. A China, por sua vez, utiliza 15 milhões de barris diariamente. “Temos que aumentar o consumo de energia do nosso povo. Poderíamos consumir tranquilamente dez milhões de barris por dia de óleo equivalente, sendo seis milhões de petróleo e quatro milhões de energia renovável, o que seria uma matriz energética bastante equilibrada”.

 

 A Aula – Parte 6: O Paraná e a Petrobrás

Segundo Guilherme Estrella, o Paraná é um estado importantíssimo para a Petrobrás. Ele foi superintendente do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Cenpes) da estatal quando a unidade industrial da Usina do Xisto (SIX) foi instalada, em 1991. “A SIX é um dos principais centros de pesquisa da América Latina. É algo que pertence a nós, brasileiros. Quando você vende uma unidade dessa, como aconteceu com Mataripe (Refinaria da Bahia), e o dinheiro que se obtém com a venda é distribuído para os acionistas, a maioria estrangeiros, nós a bem da verdade estamos sendo saqueados.

 

O ex-diretor da Petrobrás lembrou que foram os impostos do povo brasileiro que construíram a Refinaria da Bahia e a SIX. “É fruto da nossa competência como sociedade e isso não pode ser alienado. Quando uma outra empresa adquire uma empresa que tenha um conteúdo científico e tecnológico, na verdade o que ela está comprando é esse conhecimento, que tem um valor muito maior do que a coisa material que está ali. Temos que nos organiza para impedir o desmonte da Petrobrás e o Paraná é um exemplo disso”, disse Estrella, fazendo referência à campanha contra a privatização da Copel, que reuniu mais de cem entidades da sociedade civil organizada.

  

A Aula – Parte 7: Eleições 2022 e os desafios do Brasil

Com as eleições de 2022, o desafio das forças progressistas e democráticas nacionais é enfrentar um projeto antinacionalista. “Não existe meio termo, projeto mais ou menos nacionalista. São apenas dois pratos nessa balança que vai decidir o futuro do país nessas eleições. O primeiro é de um Brasil retomando a sua importância internacional, com a exploração das nossas riquezas por empresas brasileiras e com distribuição de renda. O segundo é de um país colônia do capital interacional”, mostrou Estrella.

 

Para o geólogo, o mundo está entrando em uma fase de desglobalização. “Existe um poder hegemônico global, mas vamos partir para um mundo multipolarizado. Nesse contexto de desglobalização, assumem importância geopolítica mundial os grandes países, os mais ricos em recursos naturais e os que contam com maior poder de consumo interno. Serão os grandes atores da nova cena política mundial. Outros polos serão constituídos por países menores que vão se juntar com interesses comuns para brigar nessa nova cena mundial”, analisou.

 

Nas próximas eleições, avalia Estrella, esse novo plano mundial já estará inserido como um desafio. “Significa que nós nos atrelaremos como colônia a um grande polo que está sendo demolido, colapsando, que são os EUA e Europa; ou nós assumiremos afinal nossa importância mundial pelas nossas riquezas, que sempre existiram e estão aí à nossa disposição. Essa escolha vai ter que ser feita pelo povo brasileiro”, concluiu.

 

 

Última modificação em Segunda, 23 Maio 2022 16:31

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