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Quarta, 05 Fevereiro 2020 14:43

Petroleiros e petroquímicos foram até à Câmara de Curitiba repudiar a declaração de Rafael Greca

Sexta, 11 Setembro 2015 14:46

A audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (10), na Câmara Municipal de Curitiba, lançou a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás. A carta que propõe a composição obteve a adesão de cinco vereadores. Além da proponente (Professora Josete – PT), o documento foi assinado por Pedro Paulo e Jonny Stica, ambos do PT, Paulo Salamuni (PV) e Helio Wirbiski (PPS). O protocolo deve acontecer na próxima semana, pois depende de no mínimo nove assinaturas, conforme regulamento da Casa. De acordo com a Professora Josete, outros seis parlamentares já se comprometerem a aderir à carta.

 

O presidente da Câmara, Ailton Araújo (PSC), abriu a audiência. “Dependemos do petróleo até para a energia elétrica. A Petrobras não pode ser de grupos, tem que ser do povo. Quem tem o controle do petróleo tem a soberania. Por isso esse evento é em defesa da soberania nacional”, afirmou.

 

Na sequência, a Professora Josete disse que a ampliação da Frente Parlamentar depende de mobilização e debate. “A Petrobrás é de valor inestimável e um patrimônio do povo brasileiro”.  Paulo Salamuni, por sua vez, fez duras críticas ao modo como o país trata do combate à corrupção. “No Brasil temos um problema que se você tem um vírus, corta-se a cabeça. Levaram tudo do Banestado, roubaram até o jarro, e depois foram lá e venderam o banco. Se temos problemas na Petrobrás, vamos atrás para resolvê-los, não vamos cortar a cabeça para curar esse vírus”, argumentou. “Corrupção é um mal endêmico e temos que combatê-lo. Esta casa tem o dever de defender o patrimônio do povo”, completou.

 

Presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge), Carlos Roberto Bittencourt afirmou que defender a Petrobrás é uma luta contínua. “A corrupção deve ser apurada e todos os culpados devem ser punidos, mas não é por isso que temos que entregar a estatal para o capital estrangeiro”.

 

O deputado estadual Tadeu Veneri, responsável por criar a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás na Assembleia Legislativa do Paraná, disse que a Petrobrás e o pré-sal são importantes para construir o país que queremos e para as gerações futuras.

 

Segundo o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, a defesa da Petrobrás, do pré-sal e do fundo soberano são fundamentais para a educação brasileira, que precisa dar um salto de qualidade a passos largos nos próximos anos. “Sem financiamento e recursos adequados, não tem como oferecer uma educação de qualidade. A Petrobrás e o pré-sal são imprenscindíveis para cumprir com a meta do Plano Nacional de Educação de aplicar 10% do PIB até 2023”.

 

Para Mário Alberto Dal Zot, presidente do Sindipetro PR e SC, os petroleiros são os primeiros impactados pelas ofensivas que tentam destruir a empresa para colocar as riquezas nacionais nas mãos do capital internacional, mas a sociedade toda sofre. “Os desinvestimentos previstos no novo Plano de Negócios e Gestão da Petrobrás geram reflexos na economia do país, pois a Petrobrás sozinha responde por 13% do PIB”. Sobre os projetos de lei que tentam diminuir as operações da Petrobrás no pré-sal, Mário os classificou como “oportunistas”. “A Petrobrás desenvolveu tecnologia e contraiu dívidas para viabilizar a exploração do pré-sal e agora oportunistas, como o senador José Serra (PSDB), querem tirar o direito da empresa ser a operadora exclusiva”.

 

Com relação a Operação Lava Jato, Mário lembrou que “o combate a corrupção sempre foi uma pauta dos trabalhadores. Queremos que tudo seja investigado e os culpados sejam punidos e devolvam os recursos desviados. Porém, tenho convicção de que há por trás disso tudo o interesse nas riquezas do pré-sal que o Brasil descobriu, que representam mais de US$ 9 trilhões. Foi a maior descoberta de petróleo dos últimos vinte anos no mundo”, destacou.

 

O coordenador geral do Sindiquímica-PR, Gerson Castellano, apontou que 40% dos últimos conflitos mundiais se deram por conta do petróleo. “Países são invadidos e governos, depostos. Aqui no Brasil temos uma oposição que faz o trabalho de tentar entregar nosso petróleo”. Para ele, o país não deve focar apenas na extração. “Temos que transformar o petróleo em diversos produtos para agregar valor. É o nosso passaporte para o futuro e os recursos devem ser investidos principalmente em saúde e educação”.

 

A audiência pública contou com a participação de movimentos sociais e estudantis, além de representantes de outros sindicatos e da Central Única dos Trabalhadores.  

Quarta, 09 Setembro 2015 19:50

A Câmara Municipal de Curitiba promove a audiência pública “Defender a Petrobrás é Defender o Brasil” nesta quinta-feira, às 14h00. O objetivo é debater a importância da estatal petrolífera para o desenvolvimento do país e criar uma frente parlamentar em defesa da empresa.

 

Por indicação do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC) e do Sindicato dos Petroquímicos do Paraná (Sindiquímica-PR), a audiência foi requisitada pela vereadora Professora Josete (PT) e aprovada na sessão da última terça-feira (01), após debates acalorados.

 

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Alberto Dal Zot, a Petrobrás passa por uma sucessão de ataques com a finalidade de denegrir sua imagem perante a opinião pública e, assim, diminuir seu potencial de crescimento e desenvolvimento. “Isso está comprovado no novo Plano de Negócios e Gestão, que prevê venda de ativos de patrimônio e redução de investimentos. A situação é agravada pelos oportunistas, como o senador José Serra (PSDB/SP), que aproveita o momento para apresentar um Projeto de Lei (PLS 131/2015) que retira da Petrobrás o direito de ser operadora exclusiva na área do pré-sal”, destacou Dal Zot. 

 

O novo Plano de Negócios e Gestão da Petrobrás, aprovado pelo Conselho Deliberativo da empresa no final de junho, prevê cortes de US$ 89 bilhões nos investimentos e despesas da empresa e venda US$ 57 bilhões em ativos de patrimônio da estatal. “A Petrobrás é muito maior do que os escândalos de corrupção envolvendo empreiteiras que prestaram serviços. Queremos investigação, punição e devolução à Petrobrás dos valores desviados. Todavia, também queremos que a empresa siga como propulsora da economia brasileira, pois responde por 13% do PIB”, destacou.

 

Com o enfraquecimento da Petrobrás, duas das áreas mais importantes para o desenvolvimento do Brasil seriam gravemente prejudicadas: a saúde e a educação. A Lei dos Royalties, aprovada em 2013, garante que 75% dos royalties do petróleo sejam destinados para a educação e 25% para a saúde. Além disso, o texto também garante que 50% dos recursos do fundo social do Pré-Sal também sejam destinados para estas duas áreas.

 

Serviço

Audiência pública: Defender a Petrobrás é Defender o Brasil

Quando? Terça-feira (10/09), a partir das 14h00

Onde? Câmara Municipal de Curitiba (Av. Visc. de Guarapuava, S/N - Centro, Curitiba – PR)

Contato: Mário Alberto Dal Zot, presidente do Sindipetro PR e SC – (41) 8805-2544

Terça, 01 Setembro 2015 18:22

 

Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Curitiba de segunda-feira (31) a vereadora Professora Josete (PT) apresentou requerimento para realização de audiência pública na Casa com o tema “Defender a Petrobrás é Defender o Brasil”.

 

O pedido precisava ser aprovado no plenário, mas acabou não sendo votado porque o tempo da sessão foi expirado. Vários parlamentares tumultuaram o debate ao colocar interpretações equivocadas sobre a finalidade da audiência. Entre eles, Valdemir Soares, líder da bancada PRB/PSL, que chegou a afirmar que o pedido daria margem para que seja realizado um evento de apoio a pessoas investigadas pela Operação Lava Jato. Ainda na linha dos comentários infelizes, Julieta Reis, líder do bloco DEM/PROS, disse que “pode dar a impressão de que somos (os vereadores) contra a Lava Jato”.

 

A Professora Josete rebateu as críticas ao afirmar que o debate não pode ser resumido a um escândalo de corrupção. Ela admitiu que a Petrobras vive uma crise, mas defendeu o papel estratégico da companhia e das reservas do pré-sal, bem como a tecnologia envolvida na extração do petróleo de águas profundas. “Alguém aqui discorda dessa importância?”, indagou. A vereadora também esclareceu que encontros semelhantes já aconteceram em outras cidades e que se trata de uma demanda de sindicatos de trabalhadores do setor petróleo.

 

Após a conturbada sessão, a Câmara voltou a debater o tema nesta terça-feira (02). O presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Alberto Dal Zot, e o coordenador do Sindiquímica-PR, Gerson Castellano, entre outros sindicalistas, acompanharam a sessão. Depois de muita pressão, Mário conseguiu tomar a palavra no púlpito da Câmara e explicou aos vereadores a razão da audiência pública. Segundo ele, a Petrobrás passa por uma sucessão de ataques com o objetivo de sujar sua imagem perante a opinião pública e, assim, diminuir seu potencial de crescimento e desenvolvimento. “Isso está comprovado no novo Plano de Negócios e Gestão, que prevê venda de ativos de patrimônio e redução de investimentos. A situação é agravada pelos oportunistas, como o senador José Serra (PSDB/SP), que aproveita o momento para apresentar um Projeto de Lei (PLS 131/2015) que retira da Petrobrás o direito de ser operadora exclusiva na área do pré-sal”, destacou Dal Zot.

 

O novo Plano de Negócios e Gestão da Petrobrás, aprovado pelo Conselho Deliberativo da empresa no final de junho, prevê cortes de US$ 89 bilhões nos investimentos e despesas da empresa e venda US$ 57 bilhões em ativos de patrimônio da estatal. “A Petrobrás é muito maior do que os escândalos de corrupção envolvendo empreiteiras que prestaram serviços. Queremos investigação, punição e devolução à Petrobrás dos valores desviados. Todavia, também queremos que a empresa siga como propulsora da economia brasileira, pois responde por 13% do PIB.

 

Após as exposições dos sindicalistas, a audiência pública foi aprovada por 21 votos favoráveis e cinco contrários. O evento vai ocorrer no dia 10 de setembro, às 14h00.

Terça, 25 Agosto 2015 12:54

O projeto de lei federal que regulamenta os contratos de terceirização (30/2015) foi criticado durante seminário realizado na última sexta-feira (21), na Câmara Municipal de Curitiba, por proposição do vereador Jorge Bernardi (PDT). Foi aprovada, durante o evento, uma carta aos senadores de repúdio à matéria que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora tramita no Senado.

“Hoje é um dia histórico para Curitiba, os trabalhadores e o movimento sindical. Não podemos perder conquistas de décadas sem que haja uma resistência. Esperamos que o projeto seja arquivado”, disse Bernardi. Os trabalhadores também assinaram a petição nacional contrária à terceirização. Segundo a ex-vereadora e ex-deputada federal Dra. Clair a ideia é conseguir mais de um milhão de assinaturas.

Procurador do Ministério Público do Trabalho, Alberto Emiliano de Oliveira Neto avaliou que a lei pulverizaria o movimento sindical. O auditor Luiz Fernando Busnardo, superintendente em exercício da Delegacia Regional do Trabalho (DRT/PR), comparou a aprovação do projeto à revogação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

“O empresário brasileiro, em sua maior parte, não quer mais ser empregador. O terceirizado recebe salários menores e há a terceirização do próprio trabalhador, que abre mão de direito trabalhistas para ser prestador de serviços, sendo obrigado a abrir uma empresa e emitir nota fiscal”, defendeu Busnardo.

“Somos contra. A terceirização é precarizar, retirar direitos do trabalhador. Os senadores podem ir contra o projeto, se houver uma mobilização”, declarou o vice-presidente da Força Sindical, Nelson Silva, que pediu aos vereadores o debate da proposta de lei.  O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC), Mário Dal Zot, disse que em seu segmento, mesmo sem a regulamentação, 75% dos trabalhadores já são terceirizados.

“Fomos impedidos de entrar na Câmara dos Deputados para debater o projeto, mas soubemos que o empresariado estava em massa. A proposta de lei na verdade desregulamenta, precariza, escraviza. A cada cinco mortes na nossa categoria, quatro são de companheiros terceirizados”, alertou Dal Zot.

“Onde estão os defensores do projeto? Só vejo falas contrárias. A terceirização é irmã da corrupção eleitoral. É só comparar quem foram os doadores às campanhas dos deputados que votaram contra os trabalhadores”, falou Ulisses Kaniak, diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR). O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindimoc), Anderson Teixeira, defendeu que “enquanto votarmos no dono da vaca, não adianta reclamar do preço do leite”. “Vamos a Brasília ocupar o Congresso”, convocou.

Presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente (Fenatema), Eduardo Anunciato (Chicão), disse que a lei acabaria com “todos os direitos trabalhistas, que já não são bons”. “Tem um risco muito grande. No tratamento da água, por exemplo, os trabalhadores são altamente qualificados. Se um produto for colocado em quantidade errada, pode matar lentamente a população.”

Diversas entidades acompanharam o debate, como o Fórum Paranaense Contra a Terceirização, a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), a Associação dos Advogados Trabalhistas do Paraná (AATPR), a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Também participaram do seminário os sindicatos que representam os motoristas e cobradores de ônibus, a Guarda Municipal de Curitiba, médicos, arquitetos, metalúrgicos e trabalhadores dos Correios, entre outras categorias. Os vereadores Professora Josete (PT) e Rogério Campos (PSC) acompanharam o evento.

Mais fotos do seminário estão no Flickr da Câmara de Curitiba.

Fonte: CMC

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Edição Nº 1418

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