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Quinta, 26 Novembro 2020 21:33

Gestão da empresa diminui número de técnicos de segurança no regime de turno. Pressão por transferências para outras unidades aumenta ainda mais a sensação de insegurança na Usina

Quinta, 12 Julho 2018 15:02

 Empregados próprios e terceirizados do Terminal da Transpetro cruzaram os braços por causa do desmonte da empresa no município.

Quarta, 22 Abril 2015 18:06

Dirigentes da Central e de sindicatos filiados foram até o Aeroporto Internacional Afonso Pena para cobrar que parlamentares defendam direitos da classe trabalhadora

Quinta, 09 Abril 2015 17:49

Nº 1347

Quinta, 09 Abril 2015 14:18

Nesta quarta-feira (8), a Câmara dos Deputados fez exatamente aquilo que os empresários cobravam e impôs um enorme ataque aos direitos dos trabalhadores. O texto-base do PL 4330 aprovado na Câmara dos Deputados amplia a terceirização e abre caminho para que se precarize as relações trabalhistas. Ao final, 324 deputados votaram favoravelmente ao projeto, 137 parlamentares foram contrários e apenas 2 se abstiveram.

Indignado, o presidente da CUT, Vagner Freitas, apontou o tamanho do prejuízo que os parlamentares causaram ao país. “Hoje, no Congresso Nacional, vimos os deputados conduzirem o maior processo de retirada de direitos da história do Brasil”, afirmou o líder sindical. Freitas apontou, porém, que não há tempo para lamento e confirmou para 15 de abril uma paralisação nacional contra a aprovação do PL 4330. “Nossa resposta aos patrões será nas ruas, vamos parar o Brasil.”

O PL 4330 não estabelece limites para a terceirização e afirma que qualquer função, inclusive a atividade-fim das empresas pode ser terceirizada. O modelo poderá ser adotado, inclusive, por órgãos públicos. “O que se aprovou aqui é a generalização da precarização do trabalho. No processo de terceirização, os riscos para o profissional são maiores. Além disso, abre a possibilidade para que o trabalhador seja demitido e não tenha a quem recorrer por seus direitos”, explicou Rosane da Silva, secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT.

Na próxima terça-feira (14), os destaques apresentados pelos partidos serão discutidos e votados.. Somente a apreciação na Casa, o projeto deverá seguir para o Senado.


Consequências
Os riscos e a precarização do trabalho citados por Rosane são corroborados por um estudo da CUT em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), publicado em 2014. De acordo com o levantamento, o trabalhador terceirizado trabalha três horas a mais, em média, além de receber 25% a menos pelo mesmo serviço.

Segundo o estudo, terceirizados ficam 3,1 anos a menos no emprego do que trabalhadores contratados diretamente, além estar mais exposto a acidentes de trabalho, por conta do tempo menor de treinamento. Regina Cruz, presidenta da CUT-PR, que trabalha no segmento de vigilância, onde impera a contratação por terceirização lamentou. “Daqui em diante, a experiência para o movimento sindical será horrível. Precisávamos regulamentar a situação dos terceirizados, não ampliar esse modelo de contratação. É um retrocesso, rasgaram a CLT”, explicou a dirigente, lembrando que é comum que trabalhadores com modelos de contratação diferentes recebam tratamentos distintos nas empresas.

“A CUT luta para que os terceirizados tenham o mesmo direitos que os trabalhadores contratados. Em muitos casos, nem podem andar no mesmo ônibus, almoçam em refeitórios diferentes, entre outros. A PL 4330 retira de todos os trabalhadores, terceirizados ou não, os seus direitos”, afirma Regina.

As preocupações da presidenta da CUT-PR seriam resolvidas com o PL 1621 elaborado pela CUT e apresentado pelo do deputado federal Vicentinho (PT-SP), que propõe regulamentar a terceirização no país. E que se distingue do PL 4330 em importantes pontos. O projeto do petista determina a equiparação salarial e de benefícios entre trabalhadores terceirizados e efetivos, proíbe a contratação de terceirizados para atividade-fim e responsabiliza o tomador de serviços quando a empresa contratada deixar de honrar com os direitos de seus funcionários.


Patrões e o STF
Assim como aconteceu na última terça-feira (7), os trabalhadores que foram à Câmara dos Deputados acabaram barrados na porta. A determinação veio do presidente da Casa, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “É contraditório, parece que tem um problema com o povo mesmo. Na semana passada e ontem, empresários estiveram na Câmara, acompanhando as discussões”, apontou o deputado Vicentinho.

Na última terça-feira (7), enquanto os trabalhadores apanhavam da PM no lado de fora, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) desfilava incólume pelos corredores do Congresso. “Ao menos 400 deputados são financiados por patrões e eles, agora, estão respondendo aos seus patrões e atacando os direitos dos trabalhadores”, protestou Vagner Freitas.

Graça Costa, secretária nacional de Relações do Trabalho da CUT, também criticou a influência empresarial na Casa. "Nesta semana fomos proibidos de ter acesso à Casa do Povo, impedidos de assistir aos debates, fazer o corpo a corpo com os deputados e deputadas para realizar o lobby em torno daquilo que a gente defende e ainda sofremos agressão por parte da polícia legislativa. De um lado, temos o Eduardo Cunha, que se tornou um ditador, e do outro o relatório apresentado pelo deputado Arthur Maia (SD-BA) demonstra que a  maioria dos deputados que estão nesta casa tem o rabo preso com o empresariado brasileiro, representa a direita e o pensamento neoliberal."

No final da tarde desta quarta-feira (8), o PT entrou com um mandado de segurança no Superior Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da votação. A alegação do partido é que a MP 661/2014 está travando a pauta do Congresso e nenhum PL pode ser votado até sua apreciação. “A não votação da MP torna inconstitucional a votação do projeto da terceirização”, afirmou o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ).

Fonte: CUT

Quinta, 18 Setembro 2014 15:53

Na madrugada desta quinta-feira, 18, ocorreu um acidente na Unidade Operacional da Petrobrás no Espírito Santos, no município de Linhares, onde mais um trabalhador terceirizado perdeu a vida devido à insegurança da empresa. Sidnei Vieira Messias, de 44 anos, era casado, tinha dois filhos e trabalhava como operador de sondas terceirizado, da empresa Tuscany, que presta serviços à Petrobrás no estado.

Segundo informações preliminares do Sindipetro -ES, o acidente aconteceu na Sonda 128, às 3h20 da manhã. O trabalhador, ao executar a manobra de descida de uma coluna de perfuração, foi atingido por um estabilizador de aproximadamente 9 metros de cumprimento, pesando uma tonelada. A queda do estabilizador atingiu o operador no torax, causando fratura as costelas que perfuraram o pulmão. Ainda, segundo o sindicato, o trabalhador acidentado recebeu os primeiros socorros no Hospital de Linhares e, logo após foi tranfesrido de helicóptero, ao hospital de Vitória, onde faleceu.

O Sindipetro -ES está buscando mais informações para confirmar se o acidente foi causado por uma falha de operação e também participará da comissão oficial de investigação do acidente.

Este já é o nono acidente no ano de 2014 e, o terceiro, em menos de quinze dias. Os dois últimos ocorreram no dia 09 e 10, no Paraná e em Duque de Caxias.

A FUP e seus sindicatos lamentam a perda de mais um trabalhador que prestava serviços à Petrobrás, se solidariza à familia e continuará cobrando com veemência, que a empresa mude a postura de "pouco caso" com a segurança da categoria.

Fonte: Imprensa FUP

Quarta, 27 Agosto 2014 19:10

Um grupo de 12 trabalhadores da empresa G-COMEX ÓLEO E GÁS LTDA, terceirizada da Petrobrás em Araucária (PR), obteve liminar na Justiça do Trabalho determinando o bloqueio e arresto de créditos a receber da empresa junto à Petrobrás, além de bloqueio de contas no Banco Central. A decisão, proferida no dia 19/08, pela 2ª Vara do Trabalho de Araucária, se deu em ação trabalhista patrocinada em nome dos trabalhadores pelo escritório Sidnei Machado Advogados.

A empresa terceirizada, com sede no Rio de Janeiro, mantinha contrato de prestação de serviço em atividades de inspeção de segurança em caminhões e execução de atividades operacionais em carregamento de produtos na refinaria de Araucária (REPAR),  mas teve o seu contrato rescindido pela Petrobrás no mês de julho por falta de cumprimento de obrigações trabalhistas com seus empregados.

A empresa, inadimplente e que já vinha apresentando dificuldades financeiras, com a perda do contrato com a Petrobrás, demitiu sumariamente todos os seus empregados ainda no mês de julho, tão logo foi comunicada pela Petrobrás da rescisão do contrato.

Em razão do justificado risco dos trabalhadores de calote dos créditos trabalhistas, uma das práticas comuns nas terceirizações predatórias, sem outras garantias, os trabalhadores se viram obrigadas a ingressar com ação trabalhista com pedido de cautelar para garantia de pagamento das dívidas trabalhistas.

Segundo Christian Macello Mañas, advogado que atuou na defesa dos trabalhadores, “o rápido acolhimento pela Justiça do Trabalho dos argumentos apresentados garantirá o efetivo pagamento de todas as verbas rescisórias dos empregados terceirizados”. Com a medida a Petrobrás ficará impedida de pagar diretamente à empresa terceirizada, devendo depositar todos os créditos em juízo, que servirão para quitação de parcelas de FGTS, salários, férias, 13º salário e aviso prévio.

Quarta, 25 Junho 2014 19:48


Trabalhadores da manutenção industrial da Repar têm um compromisso nesta quinta-feira (26), às 17h30. O Sindipetro Paraná e Santa Catarina realiza em sua sede (R. Lamenha Lins, 2064, Rebouças – Curitiba) uma reunião setorizada para avaliar a ameaça dos avanços da terceirização no setor e propor de formas de luta contra a precarização.

Ainda na pauta, o debate sobre a realização de um acordo de parada de manutenção, uma pendência do atual Acordo Coletivo de Trabalho com a Petrobrás e outros assuntos de interesse dos participantes.

Se tu lutas, tu conquistas! Se vacilas, te complicas!

Jornal Revista

Edição Nº 1418

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