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Terça, 10 Dezembro 2013 18:53

Refinaria está com a produção parada desde o acidente do dia 28/11. Categoria quer garantias em relação à segurança ou haverá deflagração de greve

Segunda, 09 Dezembro 2013 18:29

Caso a empresa não atenda à pauta de reivindicações, petroleiros da Repar cruzam os braços a partir de quarta-feira (11)

Quarta, 04 Dezembro 2013 13:24

Trabalhos de recuperação da U2100 foram interditados por falta de laudos técnicos que comprovem a segurança das estruturas de concreto e metal

Terça, 03 Dezembro 2013 17:55

Os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, decidem em assembleias na próxima quinta e sexta-feira se entram em greve por tempo indeterminado. O motivo é a falta de segurança.

O acidente na noite da última quinta-feira (28) que gerou explosões e incêndio na Unidade de Destilação (U-2100), somado às ações administrativas irresponsáveis da Direção da Repar, gerou um clima de tensão. A empresa tenta retomar as atividades na U-2100 o mais rápido possível e para isso toma atitudes que colocam em risco a vida dos trabalhadores.

A jornada dos funcionários da manutenção foi estendida para 12 horas e os trabalhos de recuperação da Unidade de Destilação foram liberados sem análise de risco do ambiente, sobretudo em relação às estruturas de concreto armado e de metal que sustentam toneladas de equipamentos. Não há laudos que atestem a segurança das vigas de sustentação. Essas informações foram confirmadas pela própria Gerência Geral da Refinaria, durante reunião com representantes do Sindicato nesta terça-feira (03).

O quadro é agravado com o fato de as investigações do acidente sequer terem começado. Relatos dos trabalhadores ainda dão conta que os serviços de manutenção estão sendo realizados com extrema pressa e muitos improvisos.

O Sindicato busca junto à Superintendência Regional do Trabalho a interdição dos trabalhos de recuperação da U-2100 como forma de garantir a integridade física dos trabalhadores.

Segunda, 02 Dezembro 2013 18:55

O acidente da última quinta-feira, 28, que causou explosões e incêndio na Unidade de Destilação (U-2100) foi a gota d’água. O descaso dos gestores da Repar com a segurança ultrapassou todos os limites técnicos e morais e os trabalhadores prometem dar resposta à altura. Para isso, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina vai realizar assembleias nos dias 05 e 06, próximas quinta e sexta-feira. Em pauta, o debate e deliberação sobre o risco à vida dos trabalhadores na Repar, a partir da análise do desastre na U-2100, com apreciação de greve por tempo indeterminado.

Ainda em pauta, o tratamento estatutário e éticos dos casos de “fura-greves”, que desrespeitaram as decisões de assembleia e não aderiram ao movimento de outubro.  

Confira o quadro das assembleias!

BASE

LOCAL/SESSÃO

DATA

HORÁRIO

Araucária/PR

Em frente à REPAR / Grupo 5 + Administrativo

05/12/2013

07h00

Em frente à REPAR / Grupo 1

05/12/2013

15h00

Em frente à REPAR / Grupo 2

06/12/2013

07h00

Curitiba/PR

SEDE DO SINDIPETRO PR/SC EM CURITIBA/PR

R. LAMENHA LINS, 2064 / Grupos 3 e 4

06/12/2013

16h00

*O Edital de Convocação de Assembleia está no anexo abaixo!

Segunda, 02 Dezembro 2013 17:23

A Direção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) enviou comunicado à toda força de trabalho da unidade na última sexta-feira (29) diminuindo o grave acidente ocorrido na noite do dia anterior. Para os gestores da Repar, apenas “houve um princípio de incêndio na Unidade de Destilação U-2100”. A mesma informação deturpada foi repassada à imprensa, que soube do acidente através dos avisos de pauta enviados pelo Sindipetro Paraná e Santa Catarina.

Ocorreram várias explosões na U-2100, com chamas ultrapassando a altura dos 50 metros. O incêndio foi bravamente combatido pelos trabalhadores da Brigada de Emergência da Refinaria e levou quase duas horas para ser controlado.

O Sindicato há tempos alerta a empresa sobre os riscos de acidentes na Repar, mas não tem sido ouvido. Preocupado com a situação, em agosto deste ano protocolou um dossiê com mais de 500 páginas no Ministério Público do Trabalho da 9ª Região, onde denunciou o efetivo insuficiente de trabalhadores, os altos índices de terceirização, sobretudo na manutenção industrial, e a redução de custos na conservação dos equipamentos em função do Procop (Programa de Otimização dos Custos Operacionais).

Missão heroica
Durante o combate ao incêndio, os brigadistas da Repar sofreram com exposição a níveis elevados de benzeno, uma substância altamente cancerígena, e outros produtos tóxicos. Doze horas após o incêndio ainda foram registrados altos índices de benzeno na atmosfera da área industrial. Um dos muitos impactos negativos da redução de efetivo e do Procop é justamente a falta de treinamento adequado das equipes de emergência.

Cabe destacar o ato heroico dos brigadistas. Colocaram suas vidas em risco para salvar a dos seus companheiros(as). O trabalho se deu muito próximo ao fogo e ainda não se sabe o impacto na saúde. A única certeza, por hora, é a da bravura desses trabalhadores.

Confira o vídeo com imagens inéditas do acidente:

Sexta, 29 Novembro 2013 18:51

Política de (in)segurança do abastecimento da Petrobrás não podia resultar em outra coisa

Quinta, 24 Outubro 2013 19:01

A greve dos petroleiros entra para a história como um movimento politizado de trabalhadores que trouxe o debate sobre a importância do petróleo para a soberania da nação à sociedade. Foi uma semana inteira de luta, que não acabou com a triste notícia da venda do campo de Libra, pelo contrário, a categoria continuou mobilizada por melhorias na proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e contra o PL 4330.

Para encerrar o movimento histórico, os petroleiros da Repar fizeram nesta quinta-feira (24) um ato simbólico. Marcharam do viaduto da Rodovia do Xisto até o Portão de Acesso PV-1 da Refinaria carregando uma enorme faixa que trazia a seguinte frase: “Não ao PL 4330 – Trabalhadores na luta em defesa dos direitos”.

A greve também fortaleceu os pleitos da categoria na campanha reivindicatória 2013, que trouxe uma série de avanços, como melhorias nos índices de reajuste salarial e nas cláusulas sociais. Além disso, pela primeira vez os petroleiros conseguiram que a Petrobrás adotasse uma política de proteção aos seus trabalhadores terceirizados ao se comprometer em exigir dos novos contratos um comprovante de caução ou outros tipos de garantia, de 1% a 5% do valor total do contrato, para cobertura de verbas trabalhistas e rescisórias.

Confira a proposta aprovada do ACT 2013/2015 aqui!

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Edição Nº 1418

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