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Terça, 11 Julho 2017 19:29

 

A gestão do Terminal Transpetro de Paranaguá (Tepar) segue à contramão do que pregam as 10 regras de ouro. Muito se é cobrado para a realização dos treinamentos teóricos. Entretanto, observa-se que a prática das tais regras não é uma conduta presente. Essa administração, focada nas aparências, tem como consequência o que todos já sabem, um acidente atrás do outro. Como a atual gestão não tem comprometimento com a segurança dos trabalhadores, sempre procura manter por debaixo dos panos os incidentes e acidentes que ocorrem.

 

Na última semana foram registrados duas ocorrências no Tepar. O primeiro foi na última terça-feira (04), durante o preparativo para uma parada de manutenção no píer, quando um trabalhador terceirizado quebrou um dedo após cair um flange de mangote em sua mão. O segundo aconteceu no domingo (09), durante a parada. Houve um incêndio no sump tank do píer. Graças à atuação força de trabalho que estava no local, o fogo foi rapidamente controlado e extinto. Como consequência, trabalhadores foram encaminhados para avaliação médica e também houve danos aos equipamentos da unidade.

 

 O sistema de combate a incêndio no Tepar está nitidamente degradado. Semanalmente se faz necessária a manutenção para sanar furos e demais problemas. O rápido controle do fogo mais uma vez livrou os trabalhadores de uma emergência com danos maiores.

 

O Sindipetro PR e SC frequentemente adverte a gestão do Tepar sobre a possível ocorrência de um acidente com danos irreversíveis aos trabalhadores ou à unidade, seja no boletins ou nas reuniões de pauta local. Os gestores, por sua vez, ignoram os alertas e mantêm suas posturas irresponsáveis ao tentarem esconder ao máximo os acidentes e não dar as tratativas necessárias. Para piorar, mesmo sem nenhuma gestão de mudança ou comunicado formal, autorizam os grupos de turno a trabalharem com efetivo menor do que o mínimo necessário para dar atendimento às eventuais emergências.

 

Um ponto positivo dessa última loucura da gestão da Companhia foi deixar evidente que alguns supervisores sabiamente não acataram tal comando irresponsável e continuam a manter o grupo mínimo de operadores, dando condições mínima de segurança a si e aos seus pares de turno.

 

Diante de todos esses acidentes, o que está claro é que a sorte tem ajudado. A dúvida é até quando ela estará ao nosso lado. 

Segunda, 10 Julho 2017 18:41

Nº 1390

Quinta, 22 Junho 2017 14:14

Nº 1389

Sexta, 02 Junho 2017 19:35

Nº 1388

Segunda, 08 Maio 2017 15:00

Nº 1387

Terça, 25 Abril 2017 18:53

Nº 1386

Sexta, 24 Março 2017 19:20

Nº 1385

Sexta, 24 Fevereiro 2017 17:52

 

As razões para quem gosta ou não do Carnaval são várias. Uns adoram a folia, têm samba no pé e caem na gandaia. Outros não se identificam com a maior festa popular do país, geralmente são mais caseiros e aproveitam o período para descansar.

 

Difícil mesmo é encontrar quem não gosta do feriado prolongado. Nossa equipe de reportagem do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, que se resume ao escriba aqui, foi atrás de um exemplar deste raro espécime. Não foi tarefa fácil! Partimos de Curitiba em busca de qualquer pista que nos colocasse na trilha do personagem. Conversamos com diversas pessoas nas ruas da capital e ninguém sabia responder. Teve até um sacana que nos mandou procurar lá no Posto Ipiranga. Respondemos de bate-pronto: aqui é Petrobrás, P#ǂ*Ⱥ!

 

Do centro até os bairros, escutávamos a mesma coisa: “nunca nem ouvi falar”, sempre com aquela feição de lábios abaixados e cabeça a balançar para ambos os lados.  Já estávamos cansados de negativas, mas não seria possível que numa cidade de 1 milhão e 900 mil habitantes ninguém tivesse uma pista. Nos encontrávamos no bairro Cajuru, na divisa com São José dos Pinhais, quando finalmente um senhor misterioso, que caminhava a passos largos lá no Parque dos Peladeiros e preferiu não se identificar, nos deu alguma esperança: “sua busca em Curitiba será em vão! Siga para o litoral”, disse e saiu em disparada.

 

Num primeiro momento pensamos que ele estava de brincadeira com a nossa cara, mas depois de discutirmos um pouco chegamos à conclusão de que um sujeito místico como aquele dificilmente estaria de traquinagem. Resolvemos seguir a dica, afinal de contas, a BR 277 estava logo ali e o mar a apenas 90 km.  

 

Tínhamos pela frente a perigosa Serra do Mar, com suas sinuosas curvas e histórico de muitos acidentes graves, inclusive vários com caminhões tanque carregados de produtos da Repar. Quem não se lembra daquele que transportava álcool e tombou na descida da Serra, em julho do ano passado, espalhando fogo por todo lado e matando seis pessoas? Só de lembrar do vídeo do acidente dá medo. Teve aquele pai que, com o corpo em chamas, atirou a filha recém-nascida no mato e se jogou no bueiro com a esperança de lá haver água, mas só tinha mais álcool. Melhor parar por aqui!

 

Na descida paramos em um posto e nossas esperanças de encontrar o raríssimo espécime aumentaram. Por ali havia uma van com petroleiros do Terminal Transpetro de Paranaguá (Tepar) que moram em Curitiba e encaram cotidianamente a perigosa Serra em um transporte precário, pago por eles mesmos, já que a gestão do Tepar nega o traslado.

 

Papo vai, papo vem, notamos que estavam meio tristes e questionamos o motivo, pois é muito estranho todo aquele desânimo às vésperas do carnaval. “É que pela primeira vez não teremos o feriado prolongado”, responderam.

 

Apesar de solidários com a tristeza dos companheiros, ficamos animados por estarmos no caminho certo em busca do nosso turrão. Agradecemos a informação e dissemos que tentaríamos pelas vias negociais mudar essa determinação; se não adiantasse, o Sindipetro ia passar o Carnaval 2017 em Paranaguá, desfilando no bloco Unidos do Piquete.

 

Enfiamos o pé embaixo e fomos até o Tepar. Por lá, os petroleiros confirmavam a informação da van. Um gestor provisório do Terminal determinara que todos empregados do horário administrativo deveriam trabalhar na segunda-feira de carnaval e na tarde de quarta-feira de cinzas. A expressão dos companheiros era aquela de água no chopp e caroço no angu. Perguntamos se seria retaliação por causa das greves de final do ano e responderam que não tinham dúvidas, tendo em vista que era a primeira vez que isso ocorreria.

 

Tentamos a todo custo entrar no Tepar, mas ao passar nossos crachás, soou uma campainha, tipo aquela dos jurados do Show de Calouros, e uma luz vermelha piscou. Nossa entrada estava impedida. A velha prática antissindical de gestores da Transpetro e Petrobrás de impedir o acesso de dirigentes aos locais de trabalho mais uma vez nos frustrava.

 

Bateu uma tristeza imediata, mas pelo menos atingimos nosso objetivo e encontramos, ainda que de uma distância considerável, um espécime rabugento que detesta feriado. Aquele é ainda mais raro, pois não bastava detestar o carnaval e o feriado prolongado, era preciso melar com a alegria alheia.

 

Felizmente a história, que caminhava para um enredo desafinado de carnaval, mudou de rumos. O Sindicato interveio via FUP junto à empresa. O turrão foi questionado sobre sua determinação e teve que ligar para o RH da Sede da Transpetro. O que ouviu não lhe soou bem aos ouvidos, mas fez a alegria de todos os petroleiros do Tepar.

 

 

Bônus 1: o turrão após a ligação ao RH da Transpetro

 

 

Bônus 2: Guia de Conduta do Sistema Petrobrás

4.1.1 Não praticar, não se submeter e não compactuar com nenhum tipo de violência, preconceito, ameaça, chantagem, falso testemunho, retaliação, violência psicológica, assédio moral ou sexual ou qualquer outro ato contrário aos princípios éticos do Sistema Petrobrás. 

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Edição Nº 1418

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