Nuvem tóxica na Repar poluiu meio ambiente e colocou trabalhadores e população em risco

Fumaça foi causada por problemas na Unidade de Craqueamento Catalítico da Refinaria.

 

 

Uma vasta nuvem de fumaça amarela gerada em uma das chaminés da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na última quinta-feira (31), deixou a população do entorno com a pulga atrás da orelha.

 

E não foi para menos. A fumaça teve origem em problemas operacionais de equipamentos da Unidade de Craqueamento Catalítico e continha resíduo de óleo e catalisador em pó, agentes químicos altamente prejudiciais à saúde.

 

A nuvem de fumaça chegou a diversos locais de circulação de trabalhadores dentro da refinaria, que inalaram os produtos tóxicos.

 

Essa unidade da Repar sofreu várias paradas de emergência neste ano, o que causou o acionamento das tochas de segurança da refinaria para queima de produtos, gerando chamas imensas e assustando a população.

 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina denuncia o pouco caso com que a gestão da Repar trata as questões de segurança. A situação com a nuvem de fumaça tóxica nem chegou a ser classificada como acidente pela empresa.

 

Para agravar ainda mais a situação, a Repar postergou a manutenção necessária da Unidade de Craqueamento para o mês de março de 2020, num gesto claro de irresponsabilidade com a segurança industrial e desrespeito à saúde dos trabalhadores e da população do entorno da refinaria.

 

Para o Sindicato, tudo isso é reflexo do processo de privatização da Repar, que sofre com o corte de verbas de manutenção, sucateando o parque industrial.