Serão entregues cerca de 800 caixas contendo mais de 20 tipos de medicamentos, produtos de higiene, alimentos não perecíveis e material escolar
As diretoras da FUP, Patrícia de Jesus e Nalva Faleiro, já estão em Havana, capital cubana, para a IV Assembleia Continental da Alba Movimentos, que começa nesta quinta, 6, e prossegue até domingo, 9. Elas desembarcaram no aeroporto levando na bagagem diversos itens de necessidades básicas que serão distribuídos para a população da ilha.
Os produtos foram adquiridos a partir de contribuições feitas pelos trabalhadores e trabalhadoras, por meio da campanha Petroleiros pela Vida, organizada pelo Sindipetro RS, e de outras mobilizações para arrecadar sobretudo materiais de higiene e medicamentos.
Serão entregues cerca de 800 caixas contendo mais de 20 tipos de medicamentos para adultos e crianças, como remédios para o coração, pressão arterial, corticoides, vitaminas, antialérgicos, anti-inflamatórios, antitérmicos, antigripais, analgésicos e pomadas. Foram também arrecadados produtos de higiene, alimentos não perecíveis e material escolar, que serão destinados à população cubana como forma de amenizar os impactos do bloqueio econômico e reafirmar o compromisso da categoria petroleira com a solidariedade internacional e a defesa da vida.
Solidariedade e soberania
A Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da América) é uma articulação internacional de organizações populares e sindicais da América Latina e do Caribe que atua em defesa da soberania dos povos, da integração regional, da justiça social e da solidariedade internacional.
A Assembleia Continental é o principal espaço de debates e definição de estratégias conjuntas entre os movimentos sociais que integram a articulação. Junto com as representantes da FUP, participarão do evento lideranças de mais de 400 organizações populares de 25 países para debater temas como soberania dos povos, integração latino-americana, transição energética justa, defesa dos bens naturais e os desafios políticos e sociais enfrentados pelos países da região.
Assembleia acontece em um momento de forte pressão sobre Cuba, que enfrenta os impactos do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos há seis décadas. O fato da ilha sediar o encontro confere à atividade um significado político ainda maior.
“Esta Assembleia será um espaço de articulação dos movimentos populares diante do avanço do imperialismo, do neofascismo e da crise do capitalismo na América Latina. Estar em Cuba, neste momento, é também um ato de solidariedade ao povo cubano. O bloqueio econômico afeta diretamente o acesso da população a medicamentos, alimentos, energia e outros insumos essenciais. Cuba segue sendo uma referência de soberania, dignidade e resistência, e defender o direito do seu povo de decidir os próprios rumos é defender a autodeterminação de todos os povos”, afirma Nalva Faleiro.
Patrícia de Jesus lembra que a presença das petroleiras brasileiras na Assembleia da Alba também reforça a defesa da soberania energética e do papel estratégico dos recursos naturais para o desenvolvimento das nações. “Vamos discutir como as riquezas dos nossos países precisam estar a serviço dos seus povos, e não do lucro das multinacionais. Essa é uma pauta que dialoga diretamente com a luta histórica dos petroleiros em defesa da Petrobrás pública, da soberania nacional e da integração latino-americana.”
[Da Imprensa FUP, com informações do Sindipetro RS]