Para celebrar os 73 anos da Petrobrás, petroleiros e petroquímicos realizaram, nesta quinta-feira (01), uma manifestação na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), unidades da companhia localizadas em Araucária, em defesa da soberania energética nacional e do fortalecimento da empresa. Mesmo sob forte chuva, o ato reuniu cerca de 1.300 pessoas, entre trabalhadores, movimentos sociais, representantes sindicais, lideranças políticas e apoiadores.
Com o tema “Fortalecer a Petrobrás é Fortalecer o Brasil”, a atividade foi organizada pelo Sindipetro PR e SC e pelo Sindiquímica-PR, com o objetivo de destacar o papel estratégico da estatal para o desenvolvimento econômico e social do país.
O presidente do Sindipetro PR e SC, João Felchak, ressaltou a importância da participação da categoria na defesa de uma Petrobrás pública e soberana, relacionando essa pauta à garantia de direitos e à manutenção das políticas públicas. “Estamos juntos aqui hoje para comemorar os 73 anos dessa grande empresa. Uma história longa de uma empresa que queremos que seja sempre soberana e pública. No dia 4 teremos eleições, e sou Lula porque ele defende a nossa soberania e nós, da categoria petroleira, devemos também defendê-la. Ela deve sim ser nossa e nunca privada, pois é uma forma que temos de defender saúde pública, educação pública, segurança pública e outras políticas públicas, através dos royalties que são distribuídos.”

A candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), participou do ato e destacou a importância da Petrobrás para o povo brasileiro. “O que nós estamos comemorando aqui não é pouca coisa, não se trata só dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, que é muito e nós precisamos defender, trata-se da soberania desse país, trata-se da construção de um país que tem sim o domínio sobre a sua produção de petróleo.”
Gleisi também abordou as diferenças entre os projetos políticos em disputa nas eleições e convocou a população a participar do processo eleitoral. “O momento é de decisão entre dois projetos do país. Não é uma disputa de Lula contra Flávio Bolsonaro, é uma disputa de dois projetos. De um lado, o projeto da defesa da democracia, da soberania, do desenvolvimento com inclusão. Do outro, é retrocesso, é a venda do nosso patrimônio, é a ditadura, é aqueles que não dão importância à vida como não deram à vacina na época da Covid. Nós não podemos deixar esse país regredir. Por isso é fundamental que no dia 4, todos e todas vão às urnas.”

Também candidato ao Senado pelo Paraná, Dr. Rosinha (PT) ressaltou a importância do resultado das eleições para o futuro do país e convocou os presentes a se engajarem na campanha. “Essa é a eleição que vai definir a nossa vida, a vida de todos nós brasileiros e brasileiras. A nossa vida depende desse resultado. De um lado, está a construção da cidadania, da solidariedade e do humanismo, e do outro, a barbárie. Então, nós temos que sair às ruas, ir para as redes sociais, eleger o Lula já no primeiro turno. E aqui levar o Requião Filho para o segundo turno”, destacou.
Durante o ato, coordenador do Sindiquímica-PR, Rodrigo Maia, ressaltou a relação entre a continuidade das operações das fábricas de fertilizantes da Petrobrás, a manutenção dos empregos e o projeto de desenvolvimento defendido pela categoria. “A reeleição do Lula não é só a confirmação de um projeto de país, é confirmação e a manutenção dos nossos empregos, a manutenção da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná operando, não só a fábrica daqui, mas como todas as outras fábricas de fertilizantes, em Sergipe, na Bahia e o término da fábrica de Três Lagoas, no Mato Grosso.”

Ao encerrar as explanações, o diretor Alexandro Guilherme Jorge destacou a importância da consciência de classe entre os trabalhadores e da escolha de representantes comprometidos com suas pautas. “Porque nós somos classe trabalhadora e chega de pôr patrão para representar a classe trabalhadora. Não adianta a gente vir aqui, trabalhar de sol a sol, na chuva, no frio, no calor, de madrugada, de manhã, à tarde, à noite e chegar no domingo e votar em patrão, não adianta. A gente tem que ver quem tem a coragem de vir aqui e pisar o mesmo barro que nós estamos pisando.”

O ato reafirmou o compromisso das entidades sindicais com uma Petrobrás estatal, integrada e a serviço do Brasil. A celebração dos 73 anos da companhia também ressaltou o papel dos trabalhadores na construção de um projeto de desenvolvimento nacional, em consonância com o mote da mobilização: “Fortalecer a Petrobrás é Fortalecer o Brasil”.
Por Juce Lopes
Fotos: Altvista e Juce Lopes











































































