EXTRA! EXTRA!

Chuva de boas notícias na Fafen-PR: abertura de processo seletivo e autorização de ingresso no PP-2 da Petros

Se tem nuvem carregada sobre a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), não abra o guarda-chuva e deixe a água rolar porque é tempestade de notícia boa. Neste início de semana, dois anúncios reforçam que a reconstrução da fábrica em Araucária vem acompanhada de emprego, direitos e previdência complementar: a abertura de processo seletivo e a autorização oficial para que a empresa ingresse como patrocinadora do Plano Petros-2 (PP-2).

De um lado, novas vagas. De outro, garantia de futuro. E no meio disso tudo, a marca da luta sindical.

Processo seletivo: a consolidação da reabertura da Fafen-PR
A Fafen-PR publicou edital para preenchimento de vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de níveis médio e superior. Os salários chegam a R$ 8.248,49 para nível superior e R$ 4.144,77 para nível médio, além de vantagens e benefícios previstos nas normas internas da empresa.

São oportunidades em diversas áreas, como Operação (59 vagas), Manutenção (mecânica, elétrica, instrumentação e caldeiraria), Engenharia (processamento, mecânica, elétrica, ambiental, segurança), Administração, Logística, Segurança do Trabalho, Medicina do Trabalho, Química, entre outras.

As inscrições estarão abertas de 2 a 23 de março de 2026, pelo site do Cebraspe (acesse aqui!). As provas estão previstas para 26 de abril, em Curitiba, Londrina, Guarapuava e Cascavel. A contratação será pelo regime celetista, com plano de carreira e normas de RH da empresa.
A retomada da fábrica, que já simbolizou resistência e luta após anos de desmonte, com o seu fechamento, agora começa a ganhar corpo também na geração concreta de empregos.

Previc autoriza ingresso da ANSA no PP-2
No campo da previdência complementar, outra conquista importante: a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) autorizou oficialmente a entrada da Fafen-PR como nova patrocinadora do Plano Petros-2 (PP-2), administrado pela Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros).

A autorização foi publicada por meio da Portaria Previc/DILIC nº 1.201, de 5 de fevereiro de 2026. O processo já havia passado pelas instâncias internas da Petros e pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest).

Com a publicação da portaria, a Petros tem até 180 dias para comunicar à Previc a conclusão dos procedimentos necessários à operacionalização da Fafen-PR como patrocinadora do plano. O PP-2 é atualmente o maior plano de contribuição variável do país, com patrimônio superior a R$ 58 bilhões e mais de 53 mil participantes.

Importante destacar: a entrada da Fafen-PR não altera direitos ou benefícios dos atuais participantes do plano.

Uma conquista que vem de longe
Para os trabalhadores readmitidos em julho de 2024, a autorização representa o cumprimento de uma cláusula histórica. O coordenador do Sindiquímica-PR, Rodrigo Maia, o Pexe, contextualiza o processo. “ No acordo que foi feito quando fomos readmitidos, a cláusula do Plano de Previdência já estava prevista e era para ser cumprida até a vigência do acordo, que era 31 de agosto de 2025, coisa que não aconteceu. Fizemos um acordo provisório, reduzindo de cinco para quatro grupos para ajudar a empresa nesse momento, e a empresa também se comprometeu a agilizar o Plano de Previdência. Houve vários percalços, mas agora saiu a decisão da Previc. A Fafen-PR já faz parte dos patrocinadores do PP-2. Só que ela tem 180 dias para implementar”, lembrou.

Pexe reforça que a luta continua para garantir que o direito saia do papel. “Cabe ressaltar a cobrança para que a Fafen-PR e a Petros se agilizem na implementação do plano para os trabalhadores. Já faz muito tempo que esse benefício está em discussão e ainda não foi efetivado. Fomos readmitidos em julho de 2024 e defendemos que o aporte da empresa seja contado desde a readmissão. Caso não seja possível, que pelo menos seja considerado a partir do término da vigência do Acordo 2024-2025, em 31 de agosto de 2025”, cobrou.

Plantio, luta e colheita
Para o presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Alexandro Guilherme Jorge, os dois anúncios não são coincidência, são consequência. “Essas conquistas são fruto de uma luta incessante do movimento sindical petroleiro e petroquímico. Nada caiu do céu. Foi plantio coletivo, com muita mobilização, pressão e unidade de classe. Agora começamos a colher os frutos: emprego, direitos e previdência complementar. A reconstrução da Fafen-PR é também a retomada da dignidade dos trabalhadores”, comemorou.

A chuva que cai sobre a Fafen-PR, portanto, não é passageira. É resultado de anos de resistência e organização. E, como todo bom trabalhador sabe, quando se planta com luta, a colheita vem, forte, justa e coletiva.