Acordo prevê abono em 20 de outubro; mobilização da categoria garantiu avanços na negociação
Os trabalhadores da Emthos Engenharia, lotados na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, aprovaram a última contraproposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e decidiram encerrar a greve, prevista para começar nesta sexta-feira (9). A empresa incluiu na negociação o pagamento de um abono em 20 de outubro, após a aprovação da paralisação por tempo determinado.
A negociação garantiu ainda reajuste de 4,22% nos salários, aumento de 12% no vale-alimentação/refeição, reajuste no valor do vale-combustível e da cesta natalina, além da inclusão de 11 novas cláusulas no acordo. Os avanços ocorreram após a mobilização dos trabalhadores, que demonstraram disposição para cruzar os braços em busca de melhores condições de trabalho e valorização profissional.
A decisão foi tomada durante a parada programada de manutenção da Repar, que segue até novembro e conta com a participação dos profissionais da prestadora em atividades de fiscalização e planejamento dos serviços. Nesse contexto, segundo o diretor responsável pela pasta do Setor Privado do Sindipetro PR e SC, Thiago Olivetti, houve pressão da gestão da refinaria para evitar a paralisação. Ainda assim, a mobilização foi fundamental para ampliar a proposta apresentada pela empresa.
Para Olivetti, o resultado demonstra a importância da organização coletiva e da disposição da categoria para lutar por seus direitos. “A aprovação da greve fez com que a empresa avançasse mais na proposta. O pessoal se manteve unido com o objetivo de melhorar seus benefícios, suas condições de trabalho e garantir uma valorização. Esse avanço mostra que, quando os trabalhadores se organizam e demonstram disposição para lutar, é possível conquistar melhorias”, destacou.
O contrato da Emthos Engenharia com a refinaria termina em quatro meses. Após esse período, uma nova empresa assumirá os serviços, dando início a outro ciclo de contratação e negociação das condições de trabalho.
O Sindicato defende mudanças nos processos de contratação das prestadoras de serviços para garantir avanços efetivos na valorização dos profissionais que atuam no Sistema Petrobrás. Para a entidade, a gestão da refinaria também precisa rever sua postura e reconhecer a importância de quem executa as diferentes atividades dentro da unidade.
O Sindipetro PR e SC seguirá na defesa dos direitos da categoria e cobrando melhores condições de trabalho e remuneração para todos os trabalhadores e trabalhadoras do Setor Privado, responsáveis por contribuir diretamente para a geração de riqueza da companhia.
Por Juce Lopes