FUP discutirá transição energética justa na COP 27

O diretor da FUP, Gerson Castellano, e o economista Cloviomar Cararine (Dieese/FUP) irão falar sobre “Transição Energética Justa no setor de Petróleo e Gás do Brasil”, nos dias 11 e 17, no espaço Brazil Climate Action Hub

 

[Da imprensa da FUP]

 

A transição energética no Brasil e seus impactos sobre os trabalhadores são os temas principais que o Dieese e a FUP irão discutir na COP 27, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que está sendo realizada no Egito, desde domingo (06) e prossegue até o dia 18 de novembro. As duas entidades participam de atividades promovidas por sindicatos e organizações não governamentais no espaço Brazil Climate Action Hub, que, desde 2019, tem sido referência da sociedade civil brasileira na Conferência do Clima.

 

O Instituto Clima e Sociedade (ICS) é uma das organizações que coordena o Hub do Brasil na COP 27. Em parceria com federações internacionais de sindicatos, ele está promovendo as atividades que a FUP e o Dieese participarão nos dias 11 e 17 de novembro. Estarão presentes o diretor da FUP, Gerson Castellano, e o economista Cloviomar Cararine, responsável pela assessoria do Dieese, que irão falar sobre o tema “Transição Energética Justa no setor de Petróleo e Gás do Brasil”.

 

Cararine irá apresentar um estudo do Dieese sobre as oportunidades de geração de “empregos verdes” como política de enfrentamento ao desemprego no Brasil e ao acelerado processo de digitalização do mercado de trabalho. Ele irá abordar a importância do novo governo conciliar essa agenda com as necessidades de uma ampla e pujante política ambiental.

 

Gerson Castellano vai tratar sobre a urgência de retomada dos investimentos da Petrobrás em energia limpa e a importância da empresa voltar a ter papel de destaque na transição energética no Brasil. Ele lembra que o país responde hoje por cerca de 10% dos empregos verdes no mundo, a sua grande maioria gerada no setor energético, seja nas hidrelétricas ou na produção de biocombustível e de energia eólica e solar.

 

Estudos feitos por especialistas brasileiros projetam a criação de mais de dois milhões de empregos nestes setores, nos próximos cinco anos. “Os trabalhadores devem participar das discussões e negociação referentes à transição energética, pois seremos os mais afetados pelas mudanças que já estão em curso no mercado de trabalho”, ressalta o diretor da FUP, destacando que a Petrobrás precisa ocupar esse espaço e garantir empregos com qualidade para os brasileiros.

 

“A participação na COP 27 será uma oportunidade de nos inserirmos nesse importante debate, dando visibilidade à nossa agenda e às reivindicações em relação à Petrobrás e ao novo governo”, afirma Castellano.