Na última sexta-feira (26), trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), realizaram um ato em frente à unidade para cobrar avanços em negociações consideradas fundamentais pela categoria. A mobilização faz parte do calendário nacional de luta da Federação Única dos Petroleiros (FUP), aprovado durante a última rodada de assembleias.
Entre as principais reivindicações estão a abertura das negociações do novo Plano de Cargos e Salários, uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs) da Petros e a definição das regras para as futuras Participações nos Lucros e Resultados (PLRs).
O movimento integra uma série de ações realizadas em diversas unidades do Sistema Petrobras em todo o país. O objetivo é pressionar a gestão da companhia a cumprir os compromissos assumidos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2025/2027), além de acelerar as respostas para demandas que seguem pendentes. A mobilização contou com a participação de parte da direção executiva do Sindicato: Cleverton Padilha, Fernandes Da Cruz Silva, João Afonso Felchak, Leomar Setti, Luciano Zanetti, Rosilene Garcia Maranhão e Thiago Olivetti.
O secretário de formação, Thiago Olivetti, ressaltou o engajamento dos trabalhadores em defesa das negociações firmadas com a Petrobras. “O ato demonstrou a força da categoria petroleira e uma grande mobilização com participação de várias pessoas que estão exigindo mais respeito por parte dessa gestão da Petrobras, visto que são os trabalhadores e trabalhadoras que movem essa empresa e a atual gestão está descumprindo compromissos assumidos no fechamento do acordo coletivo”, destacou.
O curso realizado por Eric Gil Dantas, na última terça-feira (23), no Terminal Transpetro de Paranaguá (Tepar), também ocorreu no ato na Repar. A respeito da capacitação, Olivetti enfatizou a relevância da formação para os presentes. “Ficou claro para o pessoal quais são os impactos das privatizações no preço e como afeta a população em geral, além da importância de defender a Petrobras”, afirmou.
A mobilização também recebeu a participação de representantes dos aposentados e pensionistas. Leomar Setti, membro da Diretoria dos Aposentados e Pensionistas do Sindicato, reforçou a importância desse segmento da categoria no ato. “Nós aposentados estamos sendo achatados com 30% do nosso salário. Então, é mais uma pressão mesmo para ver que a categoria, tanto da ativa como os aposentados e pensionistas, quer que ela [Petrobrás] negocie e resolva o quanto antes essa pendência”, pontuou.
O Sindipetro PR e SC reafirma o seu compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, tanto da ativa quanto dos aposentados e pensionistas, e seguirá mobilizado para cobrar da companhia o cumprimento dos compromissos assumidos durante a greve de 2025, bem como o avanço das negociações.
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Por Juce Lopes e Isabelle Hoffmann (estagiária sob supervisão)













