Petroleiros do PR e SC protestam no Dia Nacional de Luta em Defesa da PBio

Luiz Kurpiel e Rui Rossetim

Atos por todo o país denunciaram a privatização de mais uma subsidiária da Petrobrás.

 

 

As manifestações na manhã desta segunda-feira (24) na Repar, em Araucária, e na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, somaram-se a diversos outros protestos em outras unidades da Petrobrás Brasil afora. A categoria denuncia a saída da estatal do setor de biocombustível.

 

No início da tarde foi a vez dos petroleiros do Terminal Transpetro de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, realizarem ato em solidariedade à greve nas usinas de Montes Claros (MG), de Candeias (BA) e da sede administrativa da empresa, no Rio de Janeiro.

 

O movimento paredista entrou nesta segunda em seu quinto dia e cobra a manutenção dos empregos, assim como expõe os impactos negativos da venda da Petrobrás Biocombustível (PBio) para a sociedade brasileira.  

 

Os gestores da subsidiária, no entanto, mantêm a postura de intransigência ao negar a negociação com os sindicatos sobre efetivos mínimos e cotas de produção. A greve segue por tempo indeterminado e conta com 100% de adesão nas áreas operacionais, incluindo todos os supervisores das usinas. No escritório da subsidiária, no Rio de Janeiro, mais de 80% dos trabalhadores sem funções gerenciais também participam da paralisação.

 

O Brasil é o terceiro maior mercado de biodiesel do mundo, mas a despeito de sua importância, a PBio está sendo desmontada desde 2016, quando a gestão indicada pelo governo de Michel Temer fechou a usina de Quixadá, no Ceará, interrompendo a produção de cerca de 100 mil metros cúbicos de biodiesel por ano. Além disso, a Petrobrás abriu mão da participação em diversas outras usinas. A gestão bolsonarista intensificou o desmonte da subsidiária e colocou à venda as usinas de Montes Claros (que tem capacidade produtiva de 167 mil metros cúbicos de biodiesel por ano) e de Candeias (que pode produzir 304 mil metros cúbicos), anunciando a saída da Petrobras do setor de biocombustíveis, na contramão das grandes empresas de energia.

 

A PBio também operava até o ano passado no Paraná, mas a gestão bolsonarista vendeu, em dezembro de 2020, a totalidade das ações da subsidiária (50% do capital) na Usina de Biodiesel de Marialva (PR), com capacidade de produção de 414 mil m³/ano, para a empresa BSBios.

 

#EuApoioGrevePBio

Ao longo do dia, serão realizadas diversas ações nas redes sociais denunciando os impactos da privatização da PBio. Às 18h30 haverá um ato virtual com participação de diversas organizações populares e sindicais, como o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), centrais sindicais (CUT e CTB), entre outros movimentos sociais. Está prevista a participação de lideranças sociais e políticas e de ativistas, como Sabrina Fernandes, que vem apoiando a luta dos trabalhadores em defesa da PBio. O ato será transmitido ao vivo pelas redes da FUP, dos sindicatos e dos movimentos parceiros.

 

Amanhã (25), será realizado um tuitaço puxado pelos petroleiros e movimentos sociais com as tags #EuApoioGrevePBio #PetrobrasParaOsBrasileiros #SustentabilidadeNãoSeVende.

 

 

Sindipetro PR e SC, com informações da FUP