Trabalhadoras e trabalhadores da EQS Engenharia cruzam os braços por melhores condições de trabalho

Greve deflagrada na quarta-feira (23) foi suspensa, negociações retomam nesta semana.


 

Trabalhadoras e trabalhadores da empresa EQS Engenharia, que presta serviços na Usina do Xisto (SIX), cruzaram os braços e protestaram na manhã de quarta-feira (23) em busca de melhores condições de trabalho.

Entre as reivindicações estão a participação do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem, Manutenção e Prestação de Serviços (SINDIMONT) em eventual acordo coletivo; aviso prévio indenizado ou abono de 300 horas; prêmio de parada de R$ 1.500,00; cesta básica de R$ 556,00 e cesta de Natal de R$ 523,20.

Em busca de negociações, uma reunião foi realizada, também do dia 23, na subsede do SINDIMONT com os representantes das partes envolvidas. Participaram do encontro o presidente da entidade, Gilmar Carlos Lisboa; o dirigente do Sindipetro PR e SC, João Afonso Felchak; os trabalhadores da EQS Engenharia, Clair Barbosa, Jonas Domingues dos Santos e Paulo L. Antunes; e os representantes da empresa Fabrício Kindermann Bez e Roger Lakoski.

A reunião resultou em algumas garantias como aviso prévio indenizado a todos, dias 24 e 31 de folga abonada, estabilidade para todos e abono do período da paralisação, o que levou a categoria a suspender a greve até a próxima terça-feira (28), quando serão retomadas as negociações do acordo coletivo para a parada.

Vale lembrar que a empresa EQS juntamente com a Petrobras estão descumprindo a cláusula 96 do Acordo Coletivo de Trabalho Petrobras 2020/2022, no qual é vedado a contratação de serviços para fiscalizar outras empresas contratadas.

No encontro, o diretor do Sindipetro, João Felchak, ressaltou que “este contrato de serviços fere nosso acordo coletivo de trabalho, nós queremos eles todos juntos na mesma empresa para poder ter todos os direitos garantidos.”

O Sindipetro PR e SC parabeniza o SINDIMONT por atender prontamente aos trabalhadores na busca pela resolução desses impasses criados tanto pela empresa EQS Engenharia quanto pela atual gestão da Petrobras.

 

 

Texto: Juce Lopes