Transição de governo e a Petrobrás que queremos em debate na reunião da Direção Colegiada do Sindipetro PR e SC

Encontro contou com a participação de membros da equipe de transição do governo e assessores jurídicos e políticos

 

 

Sindicalistas de todas as bases do Sistema Petrobrás nos estados do Paraná e Santa Catarina participaram na última quinta-feira (15) da reunião da Direção Colegiada do Sindipetro Paraná e Santa Catarina.

 

O encontro, realizado de forma virtual, foi especial não apenas por ser o último de 2022, mas sobretudo por contar com a participação de importantes convidados.

 

A primeira parte da reunião teve a explanação dos convidados. Deyvid Bacelar, coordenador da FUP e membro da equipe de transição do governo Lula, foi o primeiro a falar e discorreu sobre o relatório do subgrupo de Minas e Energia, que fez um diagnóstico do setor e apontou as perspectivas para a Petrobrás e o ramo de petróleo e gás, com o fim das privatizações e novos rumos para a política energética nacional.

 

Na sequência, o jornalista Efrain Neto, que é especialista em Democracia, República e Movimentos Sociais e atuou em diversas secretarias do governo federal durante os mandatos de Lula e Dilma Rousseff, abordou as movimentações no cenário político que estão ocorrendo em Brasília após as eleições à Presidência da República e traçou o cenário dos debates da equipe de transição.

 

O próximo a palestrar foi o advogado Angelo Remedio Neto, do escritório Garcez, que representa os sindicatos da FUP em diversas ações contra privatizações no Sistema Petrobrás. Ele fez um panorama das privatizações nas estatais durante o governo do inominável e falou das expectativas acerca da reversão das vendas na esfera judicial, que também podem ser impulsionadas pelas mudanças no panorama político do país.

 

Por fim, especialista em energia e sociedade Robson Formica, que faz parte da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens e compôs a equipe de transição do governo Lula, tratou da participação dos movimentos sociais no subgrupo de Minas e Energia na transição. Formica também chamou atenção para a discussão do setor elétrico e a necessidade de segurança nas minas e barragens a fim de evitar tragédias como as de Mariana e Brumadinho.

 

Após as apresentações dos convidados, os dirigente sindicais concluíram a reunião com debates sobre as perspectivas da categoria petroleira para o próximo período e a Petrobrás que queremos.