A segunda mesa de debates do 13º Congresso Regional Unificado dos Petroleiros e Petroquímicos ocorreu na tarde desta sexta-feira (19), na sede do Sindipetro PR e SC, com o tema “Tipos de Violências contra as Mulheres e o papel do homem nesses cenários”.
O painel reuniu a professora titular de Direito Processual Penal da UFPR e doutora pelo Programa de Pós-graduação em Direito da universidade, Clara Maria Roman Borges, e a procuradora regional do Ministério Público do Trabalho, doutora em Direitos Humanos, Cristiane Sbalqueiro.
Ao abordar as diferentes formas de violência enfrentadas pelas mulheres, suas causas, consequências e mecanismos de prevenção, Clara Maria destacou a importância da conscientização coletiva e da criação de espaços seguros para denúncias. “Muitos praticam violência sem saber. Então, a conscientização é importante. Estabelecer sempre canais de denúncia, não só para a população em geral, mas, no ambiente de trabalho também.”

A professora ressaltou ainda a necessidade de acolhimento às vítimas e de proteção contra possíveis represálias, fatores que muitas vezes impedem a busca por ajuda. Outro ponto abordado pela docente foi o crescimento das agressões praticadas em ambientes virtuais e a responsabilidade coletiva diante dessas situações. “É importante o desenvolvimento de campanhas para uso responsável do ambiente digital, para uma atuação ética nesse lugar. E se vocês souberem de algo, devem denunciar. As pessoas acham que só se curtirem ou só se comentarem estarão implicadas, mas isso não é verdade”, alertou a professora, enfatizando que receber ou manter imagens inapropriadas, por exemplo, são atitudes coniventes.
Na sequência, a mesa recebeu Cristiane Sbalqueiro que tratou do tema “Mulher no Sindicalismo”, destacando os avanços conquistados pelas trabalhadoras e pelas entidades sindicais no enfrentamento à violência de gênero. “A classe trabalhadora pensou sobre esse assunto e entendeu: ‘se tiver uma violência grave aqui no ambiente de trabalho, nós não vamos ficar protegendo o violador’”, destacou.

A procuradora também ressaltou a importância da atuação conjunta entre empresas e entidades sindicais na construção de ambientes mais seguros e respeitosos para as mulheres e apontou o protagonismo da categoria petroleira no debate sobre igualdade de gênero e combate às diversas formas de violência. “O movimento sindical já está integrado à campanha e à política de enfrentamento à violência. Isso é muito importante, é uma conquista que deve ser celebrada, e os sindicatos petroleiros do Brasil estão muito mais avançados em matéria de enfrentamento à violência de gênero.”
Após a mesa de debates, a programação teve continuidade com o início dos grupos de trabalho, espaços destinados à análise dos desafios e perspectivas dos diversos segmentos do Sistema Petrobras. Os participantes foram distribuídos entre os seguintes temas:
Grupo 1 – Refino, fóssil e transição energética – combustível verde;
Grupo 2 – E&P, SIX perspectivas novas fronteiras e transição – impacto nos trabalhadores;
Grupo 3 – Setor de Fertilizantes, Pbio e integração com o Sistema;
Grupo 4 – Logística, produto e derivados: Transpetro e TBG – marcos reguladores e Perspectivas;
Grupo 5 – Petrobras e Sistema – Leis das Estatais, Estatuto, Planejamento estratégico (da holding);
Grupo 6 – Modelos de contratação, prestadores de serviço e setor privado;
Grupo 7 – Petros e AMS, desafio do pós-emprego em uma empresa em transição;
Grupo 8 – Coletivo de mulheres/diversidade.
As discussões dos grupos serviram de base para a construção das propostas e deliberações do 13º Congresso Regional Unificado, que seguiu até este sábado (20), reunindo petroleiros e petroquímicos em torno dos debates sobre o presente e o futuro da categoria.
Por Juce Lopes e Isabelle Hoffmann (estagiária sob supervisão)





























































































