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Sexta, 04 Julho 2014 15:41

O salão da Sede do Sindipetro Paraná e Santa Catarina foi o local de vários momentos históricos da classe trabalhadora. De QG dos petroleiros na honrosa greve de 1995 contra a privatização da Petrobrás a local de fundação do Sindiquímica-PR, o auditório já contou com presença de muitos ícones da esquerda brasileira, como Lula, Olívio Dutra, Gilberto Carvalho, João Felício, entre outros.

Nesta semana, mais um evento entrou para o rol de momentos históricos do salão. Pela primeira vez, petroleiros do Paraná e Santa Catarina e petroquímicos do Paraná se reuniram para debater e deliberar sobre reivindicações no Congresso Unificado dos Trabalhadores do Ramo Químico.

Entre os dias 02 e 03, cerca de cem petroleiros e petroquímicos debateram e construíram uma pauta de reivindicações conjunta para ser levada ao XVI Congresso Nacional da FUP, onde se juntará com pautas de outros estados para ser aprovada a proposta de reivindicação nacional da categoria. O XVI CONFUP acontece de 13 a 17 de agosto, em Natal-RN.

No primeiro dia do Congresso houve a posse da nova direção do Sindipetro Paraná e Santa Catarina – Gestão 2014/2014, cujo presidente passa a ser o companheiro Mário Alberto Dal Zot. A solenidade contou com a presença de representantes de diversas categorias e movimentos sociais, bem como do deputado estadual Tadeu Veneri (PT).

Economia e Política
Já no segundo dia ocorreram os painéis e debates sobre a pauta de reivindicações.  A conjuntura econômica e análise das últimas campanhas salariais foram apresentadas pelo economista Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese).

As análises de cunho político-sindical couberam aos representantes da CUT e FUP. Para João Antônio de Moraes, coordenador da FUP, existe uma ofensiva burguesa contra a ascensão social das camadas mais pobres. “O processo de inclusão que o país atravessa nos últimos anos é inadmissível para a classe dominante, seus partidos e sua mídia. Como dizia Lênin, o estado nada mais é que o balcão de negócios da burguesia, e quando essa classe perde o governo por 12 anos se sente desmoralizada e busca retomar o poder político a qualquer custo, porque o poder econômico ela continuou detendo. Campanhas milionárias estão sendo articuladas pela direita e o alto empresariado para conquistar ainda mais vagas no Congresso. O povo, por sua vez, não consegue participar em regime de igualdade na política. Temos que buscar com urgência a reforma política, por isso as organizações populares constroem a campanha do plebiscito popular para a constituinte exclusiva”, disse.

Moraes ainda abordou a conjuntura do setor de energia e as mobilizações da campanha do petróleo. “Nossa luta pela soberania nacional no setor petróleo nivelou o debate no campo da esquerda e teve forte influência. Tanto que o projeto de partilha, apresentado por Lula, passou sem nenhuma intervenção no Congresso Nacional. A nossa mobilização contra os leilões do petróleo, especialmente o do Campo de Libra, na qual os petroleiros fizeram uma grande greve nacional, levou o Poder Executivo a exercer o artigo 12 da Lei de Partilha e contratar diretamente a Petrobrás para explorar as reservas de óleo que excederem os cinco bilhões de barris que foram contratados em 2010 através de Cessão Onerosa feita pela União durante a capitalização da empresa. É uma região cujo potencial de produção pode ser superior ao do Campo de Libra (entre 9,8 bilhões e 15,2 bilhões de barris de óleo)”, afirmou Moraes.  

Precarização
Moraes ainda abordou o desenvolvimento do setor petróleo e a luta pela igualdade de direitos entre próprios e terceirizados. “As reservas do pré-sal colocam o país como uma das grandes potências mundiais. Se com a produção de um milhão de barris por dia uma nação já é importante, o que dirá os dois milhões que o Brasil já produz, ainda com a perspectiva de chegar a quatro ou cinco milhões de barris/dia. O problema é que não podemos aceitar que todo esse desenvolvimento no setor petróleo seja feito ao custo da precarização do trabalho. As condições de trabalho dos funcionários próprios da Petrobrás é uma das melhores do mundo, mas o efetivo próprio é de apenas 80 mil trabalhadores e existem 350 mil terceirizados, com condições de trabalho bem piores. Por isso temos que brigar por uma Convenção Coletiva de Trabalho para o setor. As multinacionais que atuam no país, como a Shell, não têm trabalhadores próprios, só operam com terceirizados. A tendência é a Petrobrás ir ao mesmo sentido. Então, se não enfrentarmos as condições de trabalho como um todo, não teremos saída”.

XVI CONFUP
Ao final do Congresso Unificado, os sindicatos elegeram suas chapas de delegados ao XVI CONFUP. Confira os representantes de cada entidade:

DELEGAÇÃO DO SINDIPETRO PR e SC

TITULARES
Anacélie de Assis Azevedo – Repar
Claudiney Batista – Repar
Jessé Souza de Melo – Repar
Rodrigo Carneiro Pellegrini – Repar
Roni Anderson Barbosa – Repar
Adriano Norberto Flores – Transpetro
André Luis dos Santos – Transpetro
Uriel de Oliveira – Transpetro
Rafael Palenske Andrade – SIX
Silvaney Bernardi – SIX
Antônio Carlos Silva – Aposentado
Dagoberto Scheffer Hertzog – Aposentado
Evaldo Lamin Filho – Aposentado
Maria de Lourdes Lozano Granero e Silva – Aposentada
Oilson Lopes – Aposentado
Rui Dalcion Rocha Rossetim – Aposentado

SUPLENTES
Anselmo Ernesto Ruoso Jr – Repar
Luciano Zanetti – Repar
Rosane Carvalho Dias – Repar
Thiago Schimidt Olivetti – Repar
Alexandro Guilherme Jorge – Repar
Adenilson de Paiva Domingues – Transpetro
Faissal Bark – Transpetro
Luis Antônio dos Santos – Transpetro
Fernando José Vieira – SIX
Michael Berthier - SIX
Celso José Cordeiro – Aposentado
José Sultowski – Aposentado
Miguel Saif – Aposentado
Natálio Laurindo Roncada – Aposentado
Olavo Dornelles – Aposentado
Valton Witkowski – Aposentado


DELEGAÇÃO DO SINDIQUÍMICA-PR
TITULARES:
Gerson Luiz Castellano
Ademir Jacinto da Silva
Sérgio Luiz Monteiro
Eder Umbelino da Silva,
Ubirajara Rodrigues de Carvalho
Marcelo Aparecido dos Santos
Fabiano José Pinto
Alexandre dos Santos
Paulo Rodrigo Antunes da Silva
Reginaldo Fernando Lopes da Silva
Adriano Miranda de Lima
Rosana do Carmo  Novacowski

SUPLENTES
Jair da Silva
Marcos de Souza Filho
Joseana Stam
Álvaro Busquette
Roberto Carlos Ferraz
Paulo Roberto Fier
Albino Filla Filho
Carlos Alberto Fortuna
Josiano Inocêncio da Silva
Otêmio Garcia de Lima
João Celso de Lima
Patric Fernando de Melo

Sexta, 27 Junho 2014 19:46

Nos dias 2 e 3 de julho será realizado o 1° Congresso Unificado dos Sindicatos do Ramo Químico do Paraná e Santa Catarina, realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Estado do Paraná (Sindiquímica-PR) e Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC).

O evento, que acontece na sede do Sindipetro PR e SC, tem como objetivo deliberar sobre as contribuições dos trabalhadores do Paraná e Santa Catarina para o XVI Congresso Nacional dos Petroleiros (CONFUP). Durante a abertura do evento será realizada a cerimônia de posse da diretoria do Sindipetro PR e SC.

XVI CONFUP
Entre os dias 14 e 17 de agosto de 2014, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) realizará o seu XVI Congresso Nacional, que marcará os 21 anos de existência da entidade.

O XVI CONFUP será em Natal, no Rio Grande do Norte, e deverá reunir cerca de 400 trabalhadores, entre delegados, observadores, convidados e assessorias.

Com o tema 21 anos de lutas: sem retrocesso, pelo Brasil e pelos trabalhadores, o Congresso debaterá temas da conjuntura política e econômica do país, reivindicações que permearão a campanha salarial da categoria, agendas de luta e também elegerá a nova direção colegiada da FUP para o período 2014/2017.

1º CONGRESSO UNIFICADO
Em todo o Brasil os sindicatos filiados já estão preparando os seus congressos regionais para deliberar sobre temas que deverão ser encaminhados ao CONFUP. Além disso, os encontros regionais elegerão os delegados que votarão nas propostas apresentadas no Congresso Nacional.

No Paraná e Santa Catarina o Sindiquímica-PR e o Sindipetro PR e SC decidiram por realizar o Congresso Regional em conjunto.

"Temos uma história de atuação conjunta que nos remete à nossa fundação. Agora que a empresa voltou a integrar o sistema Petrobrás uniremos nossas forças para defender os interesses dos trabalhadores", afirma o diretor do Sindiquímica-PR, Gerson Luiz Castellano.

A Fafen-PR - antiga Ultrafértil / Araucária Nitrogenados - foi reintegrada ao sistema Petrobrás em junho de 2013, após 20 anos nas mãos da iniciativa privada. A unidade havia sido privatizada no Programa Nacional de Desestatização (PND), que dizimou a Petrobrás Fertilizantes (Petrofértil).

Para os trabalhadores petroquímicos esse será o I Congresso Regional do Sindiquímica-PR, já para os petroleiros esse será o X Congresso Regional do Sindipetro PR e SC.

"O próximo acordo dos petroquímicos será igual ao nosso e então teremos uma experiência bastante rica, com bastante troca de experiências que serão levadas ao congresso nacional", explica o presidente do Sindipetro PR e SC, Mario Alberto Dalzot.

HISTÓRIA
A história de construção das lutas conjuntas entre petroleiros e petroquímicos está enraizada na origem do Sindiquímica-PR. Criado com o apoio do Sindipetro PR e SC entre 1985 e 1986 para defender os trabalhadores da Ultrafértil - dirigida pela Petrofértil, do grupo Petrobrás - o Sindiquímica-PR iniciou suas atividades em um espaço cedido na sede do Sindipetro.

Já em 1987 petroleiros e petroquímicos realizaram uma campanha salarial unificada. Essa parceria se manteve nas últimas décadas, fortalecendo ambas categorias. Em 2013, com a aquisição da Ultrafértil/Araucária Nitrogenados pela Petrobrás, o Sindiquímica-PR filiou-se à FUP, intensificando a atuação sindical em defesa de petroleiros e petroquímicos.

Jornal Revista

Edição Nº 1418

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