Trancaço na SIX denuncia maracutaias nos processos de privatização das refinarias

Rafael Palenske

Manifestação dos petroleiros alertou sobre negócios suspeitos para facilitar a venda de unidades da Petrobrás.

 

 

As vias dos arredores da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul-PR, amanheceram bloqueadas nesta sexta-feira (03) devido ao protesto dos petroleiros.

 

Os trabalhadores trancaram o trânsito durante duas horas, na entrada do expediente do horário administrativo e troca de turno da manhã. O ato fez parte da mobilização nacional da categoria contra o desmonte do Sistema Petrobrás.

 

A manifestação foi motivada pela venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), em Manaus, anunciada na noite da última quarta (25), para a empresa Ream Participações, dos mesmos donos da Atem Distribuidora, por US$ 189,5 milhões, preço que é cerca de 70% inferior ao seu valor em comparação com os cálculos estimados em estudo realizado pelo Ineep – Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

 

Durante o protesto, os petroleiros distribuíram um panfleto que denunciava as negociações suspeitas que envolvem o processo de privatização da SIX (leia aqui!). Existem indícios de que a gestão da Petrobrás estaria criando uma fonte de renda para a empresa que adquirir a SIX com o arrendamento futuro das unidades de pesquisa para a estatal, o que facilitaria o processo de venda da Usina do Xisto.

 

“Divulgamos à força de trabalho todas as negociatas que estão fazendo com as unidades do Sistema Petrobrás. Estão entregando tudo a preço de banana. Exemplos disso são a Rlam e a Reman, que agora está com contrato de venda assinado. Hoje prestamos toda nossa solidariedade ao pessoal dessas refinarias. Meu recado é de que juntos somos mais fortes e não deixaremos nenhum companheiro para trás”, afirmou Rafael Palenske, petroleiro da SIX e diretor do Sindipetro PR e SC.