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Greve petroleira completa sete dias e sindicatos reforçam disposição para negociação

A greve dos petroleiros entra no seu sétimo dia neste domingo (21). A categoria também completa 11 dias de vigília em frente ao Edisen, no Rio de Janeiro, sem avanços concretos nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O movimento segue mobilizando trabalhadores em mais de 70 unidades do Sistema Petrobras em todo o país, visto que a empresa segue sem apresentar uma contraproposta que contemple os principais pontos das reivindicações.

Desde o início da paralisação, as entidades sindicais têm reiterado abertura permanente ao diálogo. A mesa de negociação permanece disponível, e a expectativa dos petroleiros e petroleiras é de que a gestão avance na construção de soluções que permitam superar o impasse.

Entre os temas centrais que aguardam encaminhamento estão o fim dos PEDs, a distribuição justa da riqueza gerada e a Pauta pelo Brasil Soberano. Mesmo diante da ausência de respostas, a categoria segue mobilizada e organizada nos piquetes, que permanecem operando com atividades diárias, reforçando a unidade do movimento paredista.

De acordo com o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, trabalhadores que atuam em regime de contingência, responsável por assegurar a segurança operacional da unidade, procuraram o Sindicato e manifestaram interesse em aderir à greve. “Gestores e trabalhadores da contingência começaram a nos procurar, demonstrando a intenção de sair da planta. Vamos dialogar para que esse processo ocorra de forma organizada e amplie a adesão ao movimento”, afirmou.

Diante desse cenário, os sindicatos reforçam a expectativa de que a empresa assuma seu papel no processo e apresente uma proposta concreta, capaz de permitir a retomada do diálogo e a construção de um acordo. Enquanto isso não ocorre, a greve segue mantida.

 

Confira como foi o sexto dia de greve

Foto: Gibran Mendes